Rio - José Eduardo Mendonça, o Duda Mendonça, ex-coordenador da publicidade eleitoral gratuita de Marta Suplicy (PT), é um dos 54 sócios-fundadores do Clube Privé de rinha de galo, criado em 3 de novembro de 1987, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.
O nome do publicitário está exposto em uma placa com a relação dos mantenedores do local, instalada na entrada, em frente à principal arena para disputa entre os animais.
O administrador do clube é o atual presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Aves Combatentes, Eudes Carneiro, que mora em um sítio em Santa Isabel (SP) e vinha ao Rio de Janeiro todo mês para organizar as rinhas no local, considerado o “Maracanã” das brigas de galo no País.
Além de Duda e do vereador Jorge Babu (PT), foram flagrados pela Polícia Federal entre as 200 pessoas que estavam no clube vários empresários e fazendeiros, que faziam apostas individuais de até R$ 50 mil - o valor mínimo era de R$ 5 mil por disputa. Só para sentar em volta de uma das três arenas, os jogadores tinham de desembolsar R$ 500.
O produtor rural de Vitória da Conquista (BA) disse que vinha ao Rio sempre que eram realizados campeonatos. “Agora vou para Cuba, onde a briga de galo é liberada, sem preconceito”, declarou. Empresário do atacante do Juventude Zé Rodolpho, José Mauro, criador de galo, disse que não ganha dinheiro com as rinhas. “Acho uma covardia o que a PF fez. Isso aqui é uma irmandade, como a Maçonaria”, declarou. O “clima família” resultou na acusação de corrupção de menores contra três apostadores que levaram seus filhos ao clube. “É inaceitável levar menores para assistir a cenas de tortura e crueldade contra animais”, disse o promotor Márcio Mothé. Ao ser preso, Duda disse que “todo brasileiro sabe” que briga de galo é o seu “hobby” e que não vê “nada de errado nisso”.
“O Duda é do primeiro escalão, da elite do esporte, tem galos valiosos, já venceu vários campeonatos, um homem exemplar, fora-de-série”, disse o tratador Eduardo Dias Bastos. Na enfermaria do clube, foram encontrados seis galos ensangüentados, que estavam brigando quando a PF chegou - havia 172 confinados no local. Carneiro disse que a associação tem hoje 44 mil filiados. “A briga de galo gera mais de 150 mil empregos no País, faz parte da nossa cultura, igual à tourada na Espanha. Se existe maus tratos, na tourada também tem. Hoje, o galismo elege deputados nos 27 Estados”, disse Carneiro.
Segundo ele, os sócios-fundadores, entre eles Duda, pagam anuidade de R$ 800. “Quando sobra dinheiro, a gente manda para asilos”. Sobre à informação de que o movimento de apostas no dia do flagrante teria chegado a R$ 1,75 milhão, Carneiro negou e deu a sua explicação: “O Rio é uma cidade muito violenta. Por isso, as pessoas às vezes pedem para guardar o dinheiro no clube”. Armas, agendas, livros contábeis, cheques (um deles de R$ 28 mil) e cartões magnéticos usados para as apostas foram apreendidos. Localizado numa estrada de barro, o clube oferece conforto aos apostadores.
O nome do publicitário está exposto em uma placa com a relação dos mantenedores do local, instalada na entrada, em frente à principal arena para disputa entre os animais.
O administrador do clube é o atual presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Aves Combatentes, Eudes Carneiro, que mora em um sítio em Santa Isabel (SP) e vinha ao Rio de Janeiro todo mês para organizar as rinhas no local, considerado o “Maracanã” das brigas de galo no País.
Além de Duda e do vereador Jorge Babu (PT), foram flagrados pela Polícia Federal entre as 200 pessoas que estavam no clube vários empresários e fazendeiros, que faziam apostas individuais de até R$ 50 mil - o valor mínimo era de R$ 5 mil por disputa. Só para sentar em volta de uma das três arenas, os jogadores tinham de desembolsar R$ 500.
O produtor rural de Vitória da Conquista (BA) disse que vinha ao Rio sempre que eram realizados campeonatos. “Agora vou para Cuba, onde a briga de galo é liberada, sem preconceito”, declarou. Empresário do atacante do Juventude Zé Rodolpho, José Mauro, criador de galo, disse que não ganha dinheiro com as rinhas. “Acho uma covardia o que a PF fez. Isso aqui é uma irmandade, como a Maçonaria”, declarou. O “clima família” resultou na acusação de corrupção de menores contra três apostadores que levaram seus filhos ao clube. “É inaceitável levar menores para assistir a cenas de tortura e crueldade contra animais”, disse o promotor Márcio Mothé. Ao ser preso, Duda disse que “todo brasileiro sabe” que briga de galo é o seu “hobby” e que não vê “nada de errado nisso”.
“O Duda é do primeiro escalão, da elite do esporte, tem galos valiosos, já venceu vários campeonatos, um homem exemplar, fora-de-série”, disse o tratador Eduardo Dias Bastos. Na enfermaria do clube, foram encontrados seis galos ensangüentados, que estavam brigando quando a PF chegou - havia 172 confinados no local. Carneiro disse que a associação tem hoje 44 mil filiados. “A briga de galo gera mais de 150 mil empregos no País, faz parte da nossa cultura, igual à tourada na Espanha. Se existe maus tratos, na tourada também tem. Hoje, o galismo elege deputados nos 27 Estados”, disse Carneiro.
Segundo ele, os sócios-fundadores, entre eles Duda, pagam anuidade de R$ 800. “Quando sobra dinheiro, a gente manda para asilos”. Sobre à informação de que o movimento de apostas no dia do flagrante teria chegado a R$ 1,75 milhão, Carneiro negou e deu a sua explicação: “O Rio é uma cidade muito violenta. Por isso, as pessoas às vezes pedem para guardar o dinheiro no clube”. Armas, agendas, livros contábeis, cheques (um deles de R$ 28 mil) e cartões magnéticos usados para as apostas foram apreendidos. Localizado numa estrada de barro, o clube oferece conforto aos apostadores.