Com visual que chama a atenção, o Jeep Avenger reúne atributos que vão além da aparência. Durante o teste, o DN Auto constatou que o modelo é fácil de estacionar, ágil na estrada, tecnológico e seguro ao dirigir.
Cedido pela montadora por sete dias, o SUV compacto foi avaliado tanto na área urbana de Fortaleza quanto em rodovia, no trajeto até Icaraí de Amontada. As primeiras impressões do DN Auto sobre o menor Jeep já produzido foram positivas.
Fabricado no Rio de Janeiro, o caçula da Jeep tem atributos que podem surpreender quem considera a marca defasada em relação aos rivais chineses. Entre os destaques está o conjunto mecânico híbrido, que contribui tanto para o baixo consumo de combustível quanto para o desempenho.
Sob o capô, todas as três versões têm o mesmo conjunto mecânico: motor 1.0 turboflex, sistema híbrido-leve (MHEV) de 12V, já utilizado em modelos como Fiat Pulse e Fastback e Peugeot 208 e 2008. O câmbio é um velho conhecido: CVT com simulação de 7 marchas. São 116 cv de potência e 20,4 kgfm de torque com gasolina ou etanol que te empurram quando você pisa o acelerador pra valer.
Na estrada, o SUV compacto responde bem e ganha velocidade rapidamente quando exigido. Nas ultrapassagens, transmite segurança. Ao passar por lombadas, inclusive algumas fora do padrão oficial, não houve ruídos de raspagem do chassi. A boa altura em relação ao solo também merece destaque. A direção elétrica tem peso adequado, enquanto o volante de pequeno diâmetro, com respostas precisas e diretas, torna a condução bastante agradável.
Segundo a Jeep, ele leva cerca de 10,3 segundos para ir de 0 a 100 km/h. Em relação ao consumo, uma boa notícia: na área urbana são 12,7 km/l com gasolina e 8,8 km/l com etanol, enquanto na estrada, os números sobem para 13,5 km/l e 9,4 km/l, respectivamente. A velocidade máxima é de 185 km/h e a garantia é de cinco anos.
"O modelo tem tido uma boa venda, pois os clientes estão relatando que o valor investido no veículo vale muito pelo seu custo-benefício entregue que é excelente. Conforto, segurança, autonomia e tecnologia embarcada são os principais atrativos do carro. Tudo isso alinhado um veículo com linhas modernas e robustas para o nosso dia a dia", destaca Rodrigo Gabrielli, gerente geral Jeep/Ram do grupo New.
Por dentro
A bordo, os bancos são confortáveis e revestidos de vinil. Na versão de entrada, o acabamento é de tecido. Já as portas traseiras revelam uma das economias do projeto: a forração é inteiramente de plástico rígido, inclusive no apoio de braço. A central multimídia com tela de 10 polegadas está presente desde a versão mais acessível e evidencia que o Avenger tem parentes espalhados pelo grupo Stellantis. O SUV utiliza a plataforma CMP, compartilhada com os Peugeot 208 e 2008, o que ajuda a explicar a semelhança da interface, com menus fáceis de navegar.
O acabamento está acima da média, com materiais macios ao toque e design agradável e original, que foge da mesmice dos modelos chineses. Durante o teste, o Android Auto e o Apple CarPlay sem fio funcionaram de forma impecável, conectando o celular rapidamente sempre que o carro era ligado. Outra novidade é o comando de voz com inteligência artificial. Basta dizer “Hey, Jeep” para controlar funções como as do ar-condicionado e do sistema de áudio.
Há muito espaço para guardar objetos: além de um compartimento que percorre toda a largura, há muitos porta objetos com 28 litros de capacidade total. O porta-malas, por outro lado, tem só 321 litros, sendo menor que o dos rivais Nissan Kait (432 litros), Chevrolet Sonic (392) e WR-V (458) e Tera (35).
Em vias predominantemente bem asfaltadas e sem trechos de terra, o conjunto de suspensões (McPherson na dianteira e multibraços na traseira) mostrou bom acerto. O SUV oferece estabilidade direcional, controla bem a inclinação da carroceria nas curvas e absorve satisfatoriamente as irregularidades do piso. Por R$ 119.990, o Avenger se apresenta como uma opção competitiva para quem busca um SUV compacto com bom desempenho dinâmico.