Na ONU, Bolsonaro culpa Venezuela por vazamento de óleo que atingiu praias do Nordeste

Presidente brasileiro pediu respeito às regras de proteção ambiental e agilidade na apuração de eventuais ilegalidades

O vazamento de óleo que atingiu o litoral brasileiro – principalmente as praias do Nordeste – apareceu no discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta terça-feira, 22, na 75ª edição da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). O chefe do Executivo nacional culpou a Venezuela pelo crime ambiental e pediu celeridade nas investigações de crimes ambientais. 

"Em 2019, o Brasil foi vítima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano, vendido sem controle, acarretando severos danos ao meio ambiente e sérios prejuízos nas atividades de pesca e turismo. O Brasil considera importante respeitar a liberdade de navegação estabelecida na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Entretanto, as regras de proteção ambiental devem ser respeitadas e os crimes devem ser apurados com agilidade, para que agressões como a ocorrida contra o Brasil não venham a atingir outros países", disse. 

Petróleo cru

Os primeiros sinais das machans de petróleo cru surgiram em agosto de 2019. Ao longo dos meses seguintes, a incidência aumentou no litoral brasileiro. A época, os estados e o Governo Federal empenharam forças para recolher a sustância do mar. 

À época, as investigações apontaram como suspeito o navio Bouboulina. Em novembro, a Polícia Federal (PF) fez buscas e apreensões na sede da Lachmann Agência Marítima, que seria representante da empresa que estaria usando a embarcação.

De acordo com as apurações, o navio esteve no Puerto José, na Venezuela, em 15 de julho, e foi carregado com petróleo durante três dias. Paralelamente, relatório da Petrobras apontou que as manchas eram resultado de uma mistura de óleos da Venezuela. A petroleira grega Delta Tankers, proprietária Bouboulina, negou o vazamento no navio.

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