É olhar para o futuro
Confira a coluna desta segunda-feira (26) do comentarista Tom Barros
O fim do ano de 2026 está próximo. Novembro já está chegando. Depois, o Natal e as festas do Ano Novo. Já passaram os dois assuntos que mais mexeram com os brasileiros: a Copa do Mundo de futebol, que não deu certo para o hexa, e a eleição presidencial.
Há muitos desafios nos dois segmentos. Na política, os especialistas estão prevendo enormes dificuldades. No futebol, igualmente, há muitas dificuldades à vista. Daqui a quatro anos, estará a Canarinho pronta para a Copa? Daqui a quatro anos o Brasil terá alcançado a estabilidade econômica e financeira?
Não há como responder agora. São imprevisíveis e movediços os respectivos campos. Os acertos vão exigir muito profissionalismo, sensatez, competência. O momento é delicado. Desarmar os espíritos é preciso. É hora também de remover do coração os sentimentos negativos, que somente atrasos trazem.
Como seria bom se, daqui a quatro anos, a economia brasileira estivesse em ordem, com as brasileiras e os brasileiros vivendo os melhores dias. Como seria bom se, daqui a quatro anos, viesse o hexa...
O mundo
Não consigo entender o homem. Avançou na ciência. Conseguiu a cura para tantos males. Foi à Lua e já explora outros planetas. Chegou à inteligência artificial. Apesar disso, não alcança a paz universal. Nações em guerra. A brutalidade e a morte. Como é triste ver tanta desgraça.
Esperança
Na década de 1960, li o livro "Luta por um Mundo Melhor", escrito pelo senador Robert Kennedy, político americano que, tempos depois, seria assassinado. O presidente Kennedy, seu irmão, já havia sido assassinado antes. Pensei: cadê o mundo melhor? Ainda assim continuo acreditando na luta por um mundo melhor.
Copa do Mundo
Estive na Alemanha, em 2006, cobrindo a Copa do Mundo para a Verdinha. Em Munique, eu, o Mossoró e o Bosco Farias fomos visitar o museu onde funcionou o Campo de Concentração de Dachau, usado para exterminar os judeus na II Guerra. Incrível retrato da violência e da tortura. Imaginei que nunca mais viria coisa igual.
Choque
A brutalidade e a violência no mundo pioraram. São guerras entre nações e guerras urbanas. Guerras externas e guerras internas. A matança escancarada, à luz do dia. No futebol, os torcedores se matam por futilidades. Como estará o mundo daqui a quatro anos? E o Brasil?
Conclusão
Ontem, não houve futebol, matéria-prima do meu trabalho. Acompanhei a cobertura política feita pelo Sistema Verdes Mares. Perfeita cobertura. Amanhã, já volta o futebol. No Castelão, às 20 horas, Ceará x Goiás. Meu ofício. Vida que segue. Continuarei acreditando na luta por um mundo melhor.