Cearense Brisanet usará tecnologia Magma do Facebook

Empresa reduzirá custos e melhorará o acesso à conectividade em áreas nordestinas remotas carentes de infraestrutura. E mais: 1) Corda da crise prestes a romper-se; 2) Sem restaurantes, cai venda do tomate; 3) Limoeiro importa painéis chineses.

Anuncia a operadora cearense de telecomunicações Brisanet, com sede em Pereiro, no Leste do Ceará: ela levará conectividade “wireless” (sem fio) a várias cidades no Nordeste do Brasil com a tecnologia Magma, do Facebook Connectivity. 

O Magma é uma solução de core (coração) de rede móvel de código aberto, flexível e escalável. 

Com esta colaboração, a Brisanet reduzirá custos e melhorará o acesso à conectividade em áreas nordestinas remotas carentes de infraestrutura.

A Brisanet é a primeira operadora do Brasil a usar o Magma em uma implantação comercial em grande escala. 

Para iniciar o projeto, foram adquiridas 400 torres de celular com o objetivo de atender a 40 mil clientes rurais ao longo deste ano.
 
Com a implementação desta nova rede, a operadora oferecerá experiência de navegação de alta qualidade e alta velocidade a preços baixos a todos os seus clientes na região, permitindo a inclusão social e tecnológica da população da região.

“Estamos disseminando conhecimento pela internet, conectando pessoas em pequenas cidades, vilas, bairros e áreas rurais há 22 anos”, diz Roberto Nogueira, CEO da Brisanet.
 
A propósito: a Brisanet apronta-se para participar do leilão da Tecnologia 5G que a Anatel promoverá no próximo mês de junho.

CORDA DA CRISE ESTÁ PERTO DE ROMPER

Esticada em demasia, está prestes do rompimento a corda da democracia brasileira.
 
Ontem, o presidente da República, Jair Bolsonaro, um especialista na geração de crises e na propagação de incêndios, jogou mais gasolina no fogo que segue destruindo, em alta velocidade, as relações entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
 
No mesmo local — o portão de entrada do Palácio da Alvorada – onde, no início das manhãs, conversa com seus seguidores sob as câmeras e os microfones da mídia, Bolsonaro voltou a assustar a parte responsável e atenta da população brasileira, ao dizer que “o Brasil está no limite” e que apenas “aguarda a sinalização do povo” para tomar medidas sobre o “lockdown” decretado, com respaldo do Judiciário, por governadores de alguns estados e municípios.
 
Para agravar a surpresa e o susto de sua declaração, o presidente acrescentou a ela outra frase enigmática: 

“Não estou ameaçando ninguém”, disse ele, advertindo que “um problema sério no Brasil” poderá acontecer como resultado “da fome, da miséria e do desemprego” causados pela interdição de setores importantes da atividade econômica, como o comércio, os bares, os restaurantes e os hotéis.
 
Bolsonaro concluiu: “Dá tempo de mudar, ainda. É só parar de usar menos a caneta e um pouco mais o coração”, referindo-se aos ministros do STF.

Numa democracia, não cabem discursos com esse conteúdo ameaçador, que são pronunciados, também, e quase diariamente, por ministros do Supremo Tribunal Federal – em sessões da corte ou fora delas – por líderes políticos no Parlamento e, ainda, por intelectuais posicionados nos extremos das ideologias.

No Brasil dos últimos cinco meses, há uma crise política ampliada e que se mistura com outras – a sanitária causada pela pandemia da Covid-19; a financeira, cuja raiz é a precaríssima situação fiscal que agrava a extravagante dívida pública; a econômica, que se alarga pelas limitações do funcionamento da indústria, do comércio, do serviço e do turismo (só a agropecuária opera em níveis normais, mas mesmo assim já sentindo a queda do consumo de frutas e hortaliças, por causa da interdição dos restaurantes e da rede hoteleira, e da carne bovina, cujos preços dispararam, tornando-se proibitivos para a maioria dos consumidores); e a social, que se apresenta com a elevada taxa de desemprego, superior a 14,2% da PEA (População Economicamente Ativa).

Se o presidente Jair Bolsonaro se sente acuado pelo Supremo Tribunal Federal, cujos ministros o transformaram em adversário com medidas que retiraram parte dos seus poderes constitucionais, ele deve buscar o caminho do entendimento; se é o Legislativo que, com aparente maioria oposicionista, o ameaça com a possibilidade de um “impeachment”, a negociação também é a mais aconselhável alternativa.

Bolsonaro deve entender que, em momentos como este, com os ânimos exacerbados, não é recomendável o uso da imprensa ou das redes sociais para chamar o povo a dar um sinal para a tomada de providências que reponha todos os setores da economia em sua plena operação.
 
O presidente está convicto de que, a um chamamento seu, sua multidão de seguidores ocupará, de verdade e imediatamente, praças e ruas das cidades do país para lhe prestar apoio.

Há dúvidas sobre se isso acontecerá em um momento em que o isolamento social, decretado pelos governadores, ainda está valendo com toque de recolher (em Fortaleza, a população é obrigada a fechar-se em casa entre as 20 e as 5 horas).
 
No Palácio do Planalto, ouve-se que esse isolamento social rígido tem o objetivo bem definido de evitar que os apoiadores de Bolsonaro – os bolsonaristas – ocupem os espaços públicos e pressionem o Congresso Nacional, com seus deputados e senadores, e o STF, com seus 11 ministros.

Por enquanto, os apelos do presidente à sua legião têm sido pouco ouvidos, uma vez que não houve nem há, por enquanto, qualquer manifestação pública no sentido da ocupação das ruas.
 
Mas os mesmos apelos presidenciais suscitam o temor de que algo mais grave possa surgir de uma hora para a outra. 

Como ensina a terceira Lei de Newton, cada ação corresponde a uma reação de igual intensidade em sentido contrário.
 
LIMOEIRO IMPORTA PAINÉIS SOLARES DA CHINA

Novidade: Limoeiro do Norte importou, no último mês de março, o equivalente a US$ 30,5 milhões em painéis para a geração de energia solar fotovoltaica.

Os painéis foram importados da China e se destinaram a uma empresa que instala um parque de energia solar naquele município do Baixo Jaguaribe, no Leste do Ceará.

AECIPP RECEBE NOVAS SÓCIAS: ROCA E GERDAU SILAT

Novidade na Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP): tornaram-se sócias da entidade a Roca e a Gerdau Silat.

A Roca tornou-se a maior fabricante mundial de produtos para banheiros ao comprar a fábrica da Companhia Sulamericana de Cerâmica (CSC), que pertencia ao Grupo Eternit. Sua fábrica cearense da Roca já opera e vem recontratando funcionários da CSC.

Por sua vez, a Gerdau Silat aporta no Complexo do Pecém depois de haver adquirido a Siderúrgica Latino-Americana S.A. (Silat), que pertencia ao grupo espanhol Hierros Añón.
 
Sua fábrica está instalada e em operação em Caucaia.

Para a Gerdau, o investimento faz parte de uma estratégia de expansão no Nordeste, uma vez que a companhia já tem uma unidade no Ceará, no Distrito Industrial de Maracanaú.

EMPRESA LANÇA PRODUTO QUE DESATIVA O COVID-19

Financiada pelo Banco do Nordeste desde o ano passado, a empresa Ambiem Indústria e Comércio Ltda, localizada em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, lançará nos próximos dias um desinfetante não tóxico que desativa o vírus Sars-CoV2 (Covid-19) em ambientes locais públicos.

Ele é produzido a partir micro-organismos probióticos associados a ingredientes naturais.

A Ambiem foi selecionada no ano passado no Edital de Apoio à Inovação para Combate ao Novo Coronavírus, lançado pelo BNB por meio do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Inovação (Fundeci).

Autorizada a usar essa biotecnologia inovadora, desenvolvida pela EM Research Organization (EMRO), a Ambiem propôs, com os recursos não reembolsáveis oriundos do Fundeci, desenvolver e validar essa inovação no Brasil, minimizando a disseminação do vírus. Para isso, realizou testes in vitro e em locais públicos.
 
O projeto encontra-se em fase de conclusão e deve ter patente depositada até o fim deste mês. 

CONDECON TEM NOVO PRESIDENTE

José Damasceno, vice-presidente da Federação das Associações do Comércio, Indústria e Agropecuária do Ceará (Facic), foi eleito ontem presidente do Conselho de Defesa do Contribuição (Condecon), que funciona no âmbito da Secretaria da Fazenda.

Damasceno, que terá mandato de dois anos, substituirá a secretária da Fazenda, Fernanda Pacobahyba, cujo mandato foi concluído na semana passada.

SEM RESTAURANTE, CAEM VENDA E CONSUMO DE TOMATE

Caiu, e caiu muito, a oferta de frutas, verduras e legumes na Central de Abastecimento (Ceasa) de Maracanaú, na margem direita do IV Anel Viário de Fortaleza. 

Os pequenos produtores de tomate e cebola contam, pelas redes sociais, que, com o fechamento dos restaurantes, bares e hotéis, o consumo caiu, causando-lhes grande prejuízo.

“Estou com muita gente me devendo desde fevereiro. Um cliente antigo, gente boa, me deve R$ 40 mil, e não pode me pagar porque não tem mais a quem vender o que ele me comprava. Por causa disso, não tenho dinheiro para pagar o pessoal que trabalha comigo”, disse um deles em emocionado e emocionante depoimento numa rede social.

TIJUCA GANHA SELO SISBI PARA SEUS PRODUTOS

Festa na Tijuca Alimentos, primeira empresa cearense a ter seus produtos com o selo SISBI – Sistema Brasileiro de Inspeção.

Gigante do mercado de aves e ovos, a Tijuca também comercializa queijo coalho com o SISBI.
 
Ela abastece com seus produtos o Ceará, Grande do Norte, Piauí, Maranhão e Pará. 

O SISBI foi criado pelo Ministério da Agricultura para padronizar e harmonizar os procedimentos de inspeção dos Produtos de Origem Animal (POA) de forma a garantir a inocuidade dos alimentos.

Outra empresa cearense que já usa o selo SISBI é a Netumar, que produz e comercializa pescados.

PANDEMIA: FIEC MANTÉM-SE MOBILIZADA
 
Em mensagem pelas redes sociais, o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, disse que sua entidade e os sindicatos, empresas e empresários a ela vinculados estão empenhados, neste tempo de pandemia, em “minorar as dores daqueles que mais precisam”. 

E citou uma série de medidas tomadas pela Fiec, entre as quais a oferta de transporte adequado para que pessoas com mais de 75 anos se desloquem para os locais de vacinação contra a Covid; a reativação da Central de Ventiladores do Senai-Ceará, que no ano passado restaurou mais de 300 desses equipamentos, devendo recuperar mais de 200 e 150 bombas de infusão neste ano.

A pedido do governo do Estado, a Fiec mobilizou a classe empresarial e arrecadou recursos que permitiram a instalação de 299 novos leitos em enfermarias e UTIs.

Isto tem um nome: solidariedade.

TECNOLOGIA 4G 

Informa a operadora TIM que, até dezembro deste ano, terá instalado a Tecnologia 4G em 168 das 184 sedes municipais do Ceará (alguns dos municípios a terão, também, em alguns dos seus principais distritos).
Hoje, a Tim está presente em 155 sedes municipais, das quais 99 com Tecnologia 4,5G.