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Receita do Estado deve crescer 7,5% em 2018

Próximo ano é apontado como 'menos apertado' pelo titular da Sefaz e deve contar ainda com despesas maiores

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Camilo Santana falou a empresários sobre a importância de programas desenvolvidos nas áreas culturais e sociais a partir de recursos obtidos em programas de benefícios fiscais do governo cearense
Foto: Foto: JL Rosa

Ao afirmar que o governo do Estado contabiliza, neste ano, "uma ligeira recuperação na economia", o governador Camilo Santana informou que os investimentos feitos em 2017 devem ultrapassar o volume de 2016 e, segundo acrescentou o secretário Mauro Benevides Filho (Fazenda), a perspectiva futura é de que Receita Corrente Líquida (RCL) deva emplacar um crescimento "de pelo menos 7,5%", no próximo ano.

"Esse ano, nós temos uma ligeira recuperação na economia do Ceará, com saldo positivo de cinco meses no emprego, o PIB (Produto Interno Bruto) crescendo, setor industrial retomando crescimento, e graças a Deus vamos fechar as contas no azul, bem", afirmou o chefe do Executivo estadual na noite de ontem (27), no seminário Incentivos Fiscais - Estado e empresas investindo no desenvolvimento social e cultural do Ceará.

Camilo destacou ainda as ações fiscais executadas em 2017, as quais garantiram a saúde fiscal do Estado mesmo sem recursos extras obtidos no ano anterior, como o imposto vindos da repatriação de bens de brasileiros no exterior e de Imposto de transmissão causa mortis e doação (ITCMD).

ICMS e perspectivas

Também presente ao evento realizado na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), o titular da Secretaria da Fazenda (Sefaz) avaliou que, "esse ano, não podemos falar em previsão de crescimento da RCL" e ressaltou o crescimento que deve obter entre novembro e dezembro no Imposto Sobre Circulação de Bens e Serviços (ICMS), o qual deve "crescer ao nível de 7%". "Para uma inflação de 2,9% ou 3%, é um crescimento real bastante significativo", avaliou.

Sobre os planos do Estado para o próximo ano, o secretário afirmou que "as contas do governo estão sendo preparadas para 2018 ser menos apertadas do que efetivamente está sendo em 2017", e assegurou: "o governo vai continuar controlando com muita eficiência, os contratos quase todos foram renegociados e não estamos prevendo mais medidas nesse sentido, pois o Estado já fez uma contenção de despesas muito forte".

Aumento

Mauro Filho ainda informou que, "o ano menos apertado de 2018" deve proporcionar também que o governo cearense possa aumentar as despesas "em pelo menos 6%".

Sem revelar detalhes, ele acrescentou que o chamado plano de retomada do crescimento econômico do Ceará deve ser divulgado pelo governador Camilo Santana por volta do próximo dia 15 de dezembro.

"(O plano) Está quase terminado, secretário Cesar (Ribeiro, do Desenvolvimento Econômico) está fazendo um pente fino", afirmou o titular da Fazenda.

Retorno dos impostos

O governador e o secretário estiveram reunidos ontem com empresários na tentativa de incentivar a adesão aos programas de benefícios fiscais que tragam retorno cultural e social ao Estado. Na prática, a intenção do governo é ter mais recursos aplicados no Ceará pelas empresas que gozam de benefícios fiscais.

Camilo afirmou que o contrato de renovação desses benefícios já estimula que o investidor terá de investir o que pagaria em impostos em ações culturais e sociais desenvolvidas no Estado e não fora dele. "A preocupação que o governo tem de arrecadar é a preocupação que ele tem de estimular. Com destino certo, com precisão e sem medo de errar", declarou aos empresários o presidente da Fiec, Beto Studart.

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