Pecém alcança recorde em placas embarcadas
Foram 2 milhões de toneladas de aço embarcadas através do Porto para a Polônia a bordo do navio OLZA
Foi alcançada ontem (19) o marco histórico de 2 milhões de toneladas de placas de aço embarcadas através do Porto do Pecém, com a finalização da operação do navio OLZA, que tem a Polônia como principal destino. Desse total, apenas em 2017, a Cearáportos operou 1.403.652 toneladas, de acordo com o presidente Danilo Serpa.
"É um orgulho para o porto começar a atuar no setor siderúrgico e já obter esses resultados. Nos preparamos por muito tempo para movimentar as placas de aço e agora estamos mostrando ao mundo que temos essa capacidade", ressalta Serpa.
Coordenada pela Cearáportos, a operação ocorre com o embarque das placas simultaneamente em até dois navios e é realizada através de uma ação conjunta com os operadores portuários presentes no Porto do Pecém, que se prepararam investindo em equipamentos e treinamento da equipe para atender a nova categoria de produtos.
As placas de aço, produzidas pela siderúrgica instalada dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), já foram enviadas para mais de 10 países, mas podemos destacar Estados Unidos (37,56%), Turquia (16,61%), Coréia do Sul (9,47%), Itália (9,16%) e Tailândia (7,94%). A Companhia Siderúrgica do Pecém - CSP, tem a capacidade anual de produção de 3 milhões de toneladas de placas de aço. "Esperamos alcançar este marco de exportações em 2017", finaliza Danilo Serpa.
Granéis sólidos
Além das placas de aço, o funcionamento da siderúrgica envolve a movimentação de matéria-prima, principalmente o carvão mineral e minério de ferro, que também chegam através de Pecém.
Esse segmento de carga hoje é a mais relevante dentro do terminal portuário, representando 58% de toda a carga movimentada através de Pecém.
De acordo com a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ana Karina Frota, a economia do Estado pode ser dividida em dois momentos: antes da CSP e depois da Companhia. "Nós tínhamos aquela pauta de exportação bem voltada para aqueles produtos tradicionais como frutas e pescados. Quando se fala em acumulado de janeiro a junho, as exportações já duplicaram em relação a igual período do ano anterior", explica. "Isso significa um impacto enorme na pauta de exportação e se deve às placas metálicas da CSP", conclui Ana Karina.
As exportações cearenses registraram valor recorde no primeiro semestre de 2017: atingiram US$ 964,8 milhões, o que representou crescimento de 104,1% em relação a igual período do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de produtos metalúrgicos.
O resultado foi alcançado mesmo tendo o volume de exportação, em junho de 2017, somado US$ 140,6 milhões, significando queda de 31,5% em comparação ao mês imediatamente anterior. Porém, em comparação ao mesmo mês de 2016, aumentaram 79,6%, o que indica clara tendência de crescimento. Já as importações obtiveram uma queda de 49% no primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo o valor de US$ 1,107 bilhão.
Aliado com o novo patamar das exportações ocorre que a balança comercial cearense está menos deficitária, pois o déficit atual, de US$ 142,6 milhões, foi menor do que o registrado no mesmo período de 2016 (US$ 1,7 bilhão).