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Greve dos caminhoneiros impacta produção industrial cearense, aponta Fiec

Apuração da Federação indica elevação da capacidade ociosa da indústria do Estado

Escrito por
Redação Diário do Nordeste producaodiario@svm.com.br

A paralisação nacional dos caminhoneiros, ocorrida no fim do último mês de maio, impactou na produção industrial cearense, elevando a capacidade ociosa do Estado. A constatação está na Sondagem Industrial do mês de maio, realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Conforme a entidade, a "produção da indústria local apresentou queda durante o mês de maio, acompanhada por elevação da capacidade ociosa e crescimento expressivo dos estoques de bens manufaturados. Também foi observado leve decréscimo no número de empregados alocados na produção". 

A Fiec ainda afirmou que "esses resultados estão associados à dificuldade na aquisição de insumos e matérias-primas, assim como as dificuldades associadas ao escoamento da produção. Em alguns casos, a produção foi totalmente paralisada. Por outro lado, apesar dos recuos em comparação ao mês de maio, as expectativas referentes à demanda, à compra de matérias-primas e à quantidade exportada permaneceram positivas ao situarem-se acima da linha divisória dos 50 pontos".

Quanto ao mercado de trabalho, a Federação aponta que a perspectiva sobre o número de empregados indica cenário de estabilidade para os próximos seis meses. "Por fim, vale destacar a intenção para a realização de investimentos na esfera produtiva do Ceará para os próximos seis meses. O índice cearense alcançou 61,3 pontos, o maior valor registrado desde janeiro de 2014, rompendo a tendência de estagnação observada nos últimos sete meses", indicou.

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