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Estado terá nova resposta sobre Linha Leste até dia 6

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Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Governo pleiteia a liberação de R$ 1 bilhão pelo BNDES para retomar as obras do Metrô
Foto: FOTO: CID BARBOSA

O governo do Estado terá um novo posicionamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre o financiamento das obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza até o próximo dia 6 de outubro, disse o secretário da Infraestrutura do Estado (Seinfra), Lúcio Gomes. O Estado pleiteia a liberação de um recurso já aprovado de R$ 1 bilhão para retomar as obras, paradas desde 2015. "Até o dia 6, o banco irá se posicionar ou irá nos pedir mais alguma informação", disse o titular da secretaria.

Em mais uma tentativa de destravar o recurso, o governador Camilo Santana se reuniu no último dia 15 com o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, no Rio de Janeiro. Do encontro, entretanto, não veio solução para o impasse.

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O Estado, atualmente, trabalha com uma proposta mais barata para aos obras da Linha Leste em relação ao modelo original como estratégia para convencer o banco a liberar o financiamento. "Estamos com uma concepção mais enxuta, incluindo o trecho da estação Chico da Silva até a estação Papicu. Vamos aguardar o novo governo para que ele tenha o compromisso de destravar o restante (trecho até a estação Edson Queiroz)", disse Gomes.

No projeto original, "a linha era toda eletrificada. Nesse que nós estamos propondo possui um trem um pouco mais simples, à bateria. Em cada estação, ele recarrega a bateria. É um modelo mais econômico, mas ele nos atenderia", acrescentou o titular da Seinfra.

Na atual configuração, a Linha Leste teria, em números aproximados, R$ 1 bilhão de financiamento do BNDES, R$ 400 milhões do Tesouro Estadual e R$ 600 milhões de uma empresa do setor privado, a partir de uma Parceria Público-Privada (PPP). "Se o BNDES aceitar essa estratégia, a gente já pode começar as obras a partir do momento em que as tuneladoras forem montadas", disse Gomes.

Os dois primeiros dos quatro equipamentos, suficientes para a retomada da construção da Linha Leste, devem estar prontos até março de 2018. A partir da liberação do financiamento do BNDES, o secretário disse que irá negociar com o fornecedor uma celeridade na montagem dos equipamentos.

As obras da Linha Leste, segundo a proposta original, também deveria contar com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), mas o montante - inicialmente projetado em R$ 1 bilhão - ainda não veio. "A presidenta Dilma tinha um compromisso com a gente e esse governo não tem. A verdade é essa", lamentou Lúcio Gomes.

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