Antes da inauguração do Centro Fashion Fortaleza, agendado para próximo dia 26 de abril, o empreendimento decidiu ampliar a quantidade de boxes disponíveis na primeira fase. Ao invés de 4.000 mil serão 4.500 unidades, sendo que 3.900 já estão comercializadas. A expectativa é movimentar, por ano, R$ 2,5 bilhões em vendas no segmento popular, abrindo duas vezes por semana, de quarta para quinta e de sábado para domingo.
O diretor do Centro Fashion, André Pontes, informou, durante evento que recebeu as entidades lojistas de Fortaleza e órgãos ligados ao município e Estado ontem (14), que a obra civil já está 90% concluída.
No espaço de 70 mil m² serão, ao todo, 8.000 mil boxes e 300 lojas. Destas, 50% já foram vendidas. Entre os comerciantes que estarão no empreendimento 90% comercializa atualmente na Feira da José Avelino.
Público e retorno
"Nossa expectativa, por dia de feira, é receber cerca de 60 ônibus e 2.100 pessoas e ter R$ 60 milhões de volumes de negociações", declarou Pontes.
O público deve ser formado principalmente por clientes de fora do Estado, vindos do Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e Rio Grande do Norte. No Ceará, os principais compradores deve ser de Sobral e Juazeiro do Norte.
Dos R$ 100 milhões previstos para o negócio, R$ 80 milhões já foram investidos. "Esperamos um retorno em três a quatro anos", disse o diretor.
Quem pretende aderir ao empreendimento terá que desembolsar entre R$ 3 mil e R$ 25 mil para ter boxes; entre R$ 40 mil e R$ 100 mil para lojas. E a partir de R$ 150 mil para cada 20 m² nas megalojas. "O prefeito precisa resolver o problema da Feira da José Avelino e de todo aquele entorno e a gente está surgindo com uma opção, e existem outros empreendimentos de menores portes, para tomar as providencias para encerras as atividades lá", destacou Pontes.
Sustentabilidade e social
O outro diretor do Centro Fashion, Francisco Philomeno Neto, descreveu que o prédio é todo eficiente com lâmpadas até captação de água da chuva e um projeto de energia solar. "O prédio é todo correto ambientalmente, buscamos isso até como um benefício, pois o consumo é alto", disse Philomeno.
Na questão social, vão investir na capacitação dos lojistas por meio de uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para atender melhor o cliente, expor os produtos e gerir melhor os negócios.
O acesso de cerca de 9 mil pessoas que vão trabalhar no local, fora os clientes que utilizam transporte público está sendo revisto junto à Prefeitura que deve alterar rotas que vão para região da Feira da José Avelino.
Percepções
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves, é preciso que tenha o entendimento por parte dos lojistas e dos ambulantes que o Centro Fashion é o presente e o futuro. "Na rua existem muitos empecilhos e com o passar do tempo vão tendo mais restrições. É errado ocupar um espaço público com atividade privada ou particular", ressaltou.
O presidente da Associação dos Empresários do Centro de Fortaleza (Ascefort), Maia Junior, enfatizou também a visão de futuro dos empreendedores gerando renda e empregos diretos. "Para os clientes aqui vai ter todo apoio de restaurante e tudo mais para o bem estar da população" disse.
Segundo o diretor de infraestrutura da Agência do Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Eduardo Neves, a agência vê com bons olhos.
"É um empreendimento novo para qualificar e requalificar a vida das pessoas, não podemos ver diferente. A gente apoia a iniciativa, que é um pleito antigo do comércio", declarou. Neves enalteceu ainda a questão de melhorar a qualidade e o conforto para os clientes.
Cenário
"Nossa expectativa, por dia, é receber cerca de 60 ônibus e 2.100 pessoas e ter R$ 60 milhões de volumes de negociações"
André Pontes
Diretor do Centro Fashion

"O Centro Fashion é o presente e o futuro. (...) É errado ocupar um espaço público com atividade privada ou particular"
Cid Alves
Presidente do Sindilojas
