O Grande Prêmio de São Paulo de 2026 entregou o cenário caótico e emocionante típico do Autódromo de Interlagos. Em uma corrida marcada por pista molhada, acidentes e constantes reviravoltas estratégicas, Lando Norris, da McLaren, conquistou a vitória pelo segundo ano consecutivo em solo brasileiro.
O grande destaque da prova foi Max Verstappen. Forçado a largar da 20ª posição devido a punições no motor, o holandês da Red Bull fez uma corrida de recuperação impressionante e escalou o pelotão para terminar em segundo lugar. Isack Hadjar, seu companheiro de equipe, completou o pódio na terceira colocação.
Além do espetáculo individual de Norris e Verstappen, a prova coroou a Mercedes como a Campeã Mundial de Construtores de 2026 de forma antecipada. Os pontos somados por George Russell (4º) e Kimi Antonelli (5º) garantiram matematicamente o nono título de construtores da história da equipe alemã. Antonelli, que largou na primeira fila, chegou a liderar o início da prova após superar Norris, mas perdeu terreno ao escapar da pista no S do Senna no decorrer das voltas sob chuva.
Brasileiros não pontuam
Para a torcida local, a tarde em Interlagos foi desafiadora. O Brasil contou com dois representantes no grid: o titular Gabriel Bortoleto (Audi) cruzou a linha de chegada na 16ª posição após largar do fim do grid, enquanto o jovem estreante Rafael Câmara, que assumiu a vaga na Haas de última hora, finalizou em 20º lugar.
Recorde de público
O fim de semana foi encerrado com chave de ouro para a organização local, registrando um novo recorde de público com mais de 317 mil torcedores presentes e o anúncio oficial da renovação do GP de São Paulo em Interlagos até 2035.