Causador de problemas que vão desde a poluição visual nas cidades até a proliferação de doenças, o descarte irregular de lixo sólido é uma questão que atravessa gerações em Fortaleza.
Para realizar um descarte adequado, é importante utilizar os equipamentos destinados para tanto, como forma de reduzir a chegada dos materiais às ruas.
“O descarte irregular de resíduos sólidos é um dos fatores responsáveis por causar alagamentos, decorrentes de entupimentos de galerias e bocas de lobo, assim como poluição de corpos hídricos. A prática inadequada também acaba por incentivar que outras pessoas realizem o descarte irregular de outros tipos de resíduos, criando pontos de lixo espalhados pela cidade”, pontua Thiago Mafra, coordenador da Coordenadoria de Limpeza Urbana da Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos (SCSP) de Fortaleza.
Na Capital, os ecopontos são alguns dos principais equipamentos para o recolhimento dos resíduos sólidos. Neles, é possível realizar a entrega de móveis, materiais de construção, roupas, livros, óleo de cozinha e outros itens.
Atualmente, 93 ecopontos estão instalados em Fortaleza, com mais três em processo de implantação, dentro de um projeto que planeja a chegada de 40 novos equipamentos. No ano passado, 130 toneladas de resíduos sólidos foram recolhidas nos ecopontos. Até outubro deste ano, a quantidade foi de 99.674 toneladas.
Para além dos ecopontos, seis espaços dedicados à coleta coletiva estão presentes em praças da cidade, e são formados por lixeiras subterrâneas, ilhas ecológicas e containers. As praças que contam com a iniciativa são:
- Praça Luiza Távora
- Praça das Flores
- Centro Dragão do Mar
- Campo do América
- Praça Joaquim Távora
- Parque Rachel de Queiroz
Ainda segundo Thiago Mafra, o descarte irregular é comum em vários pontos de Fortaleza. Tanto por grandes geradores de resíduos de construção civil, que deveriam contratar empresas para realizar o transporte e destinação adequados, quanto por moradores que realizam obras menores.
Caso sejam recolhidos de forma adequada, os resíduos de construção civil são destinados a locais licenciados por órgãos como Seuma e Semace. A partir do recolhimento, os materiais podem ser reutilizados em processos construtivos.
Uma das estratégias para reduzir a irregularidade é o programa E-Carroceiro, que busca estimular que os carroceiros descartem entulhos, materiais volumosos e recicláveis nos ecopontos. Em troca dessa destinação correta, os profissionais cadastrados recebem crédito no comércio local ou o valor em dinheiro, explica o coordenador.