Os vereadores Vitor Valim e Guilherme Sampaio discutindo, no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza, durante a sessão ordinária de ontem, com um acusando a administração municipal e o outro fazendo a defesa, FOTO: KID JÚNIORO clima de rivalidade eleitoral invadiu a Câmara Municipal de Fortaleza. Com os ânimos cada vez mais alterados, os vereadores que defendem os postulantes que disputam a Prefeitura neste segundo turno, passaram a se atacar mutuamente.
O primeiro a tecer críticas a um dos segmentos em disputa nessas eleições foi o vereador Guilherme Sampaio (PT), que depois de aprovar requerimento solicitando a ida do presidente da Cagece, Gotardo Gurgel à Câmara, reclamou da situação de falta de água em alguns bairros da cidade. João Batista (PRTB) e Adail Júnior (PV) também protestaram contra a falta de água em alguns pontos da Capital.
Em seguida, o vereador Vitor Valim (PMDB), assim como Salmito Filho (PSB), passaram a acusar o uso da máquina pública na campanha eleitoral, como forma de pressionar os terceirizados para votarem no candidato apoiado pela prefeita Luizianne Lins, Elmano de Freitas (PT).
"Como gostaria que os 43 vereadores fossem representados pelo voto livre e não pela pressão que sofreram os terceirizados. Alguns que se dizem democráticos, populares, agem pior que coronéis do passado. E como dizia o Ciro, age como coronel de saia", atacou o peemedebista.
Ele também condenou o uso da máquina em casos específicos como a indicação política por parte de vereadores da base aliada para direção de escola. O bate-boca entre os dois começou quando o líder do PT, Guilherme Sampaio, resolveu defender a gestão contra as investidas de Valim e mesmo dizendo que não iria fazer comparação entre as forças utilizadas durante a campanha questionou o uso do programa policial que Valim apresenta em TV local.
"Se foi com máquina ou sem máquina, com programa policial ou sem eu não vou fazer essa comparação. Mas é fato que para quem dizia que o candidato do PT não tinha viabilidade eleitoral, se enganou, pois Elmano foi o primeiro lugar no primeiro turno", apontou. De acordo com o petista, a proposta defendida pelos professores para a escolha de diretores escolares é eleição direta e não escolha democrática com conhecimento técnico, como defendia ele.
Resposta
Como foi citado durante o pronunciamento de Guilherme Sampaio, o vereador Vitor Valim pediu direito de resposta, o que não foi atendido pelo presidente da sessão, Acrísio Sena (PT). Os dois então passaram a trocar acusações, enquanto Acrísio tentava manter a ordem no local.
"Eu propus que, através de projeto que a escolha fosse feita assim, mas a tua prefeita, do teu PT, não aceitou", disse Valim apontando para Guilherme, que pedia à presidência a garantia da palavra. Por fim, Acrísio Sena pediu que a assessoria da Mesa desligasse o microfone dos dois. ´Perai´, rapaz. É bem verdade que meu mandato acaba no dia 31 de dezembro, mas a Casa ainda tem presidente", disse.