Turismo e eventos: diálogo que precisa virar política pública

Por meio da Câmara Setorial de Turismo e Eventos da Adece (CSTE), reunimos as principais entidades do setor e construímos, coletivamente, a Agenda Estratégica do Turismo e Eventos do Ceará 2027–2030

Escrito por Leonardo Araripe producaodiario@svm.com.br
30 de Setembro de 2026 - 06:00
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Legenda: Presidente da ABEOC Ceará

Você lembra de uma época em que o turismo era apontado como um dos principais motores da economia do Ceará? Foi esse setor que ajudou a colocar o estado no radar do investimento nacional, mudou a cara do litoral e gerou empregos em cadeia por décadas.
 
Essa vocação segue firme — e ganhou reforço com as recentes reuniões das entidades do turismo e dos eventos com os candidatos ao Governo do Ceará, Elmano de Freitas e Ciro Gomes. Mais do que compromissos de campanha, os encontros foram oportunidade de apresentar propostas concretas para os próximos quatro anos.
 
Por meio da Câmara Setorial de Turismo e Eventos da Adece (CSTE), reunimos as principais entidades do setor e construímos, coletivamente, a Agenda Estratégica do Turismo e Eventos do Ceará 2027–2030. O documento, entregue aos dois candidatos, reúne prioridades e propostas organizadas em três pilares: orçamento, infraestrutura e promoção — áreas que precisam caminhar juntas para ampliar a competitividade do estado e gerar oportunidades em todas as regiões.
 
Vale lembrar a dimensão do setor: a Economia do Turismo responde por cerca de 10% do PIB do Ceará. Turismo e eventos aquecem hotéis, restaurantes, transporte, comércio, cultura, tecnologia e economia criativa, gerando emprego, renda e inclusão produtiva.
 
Por isso, defendemos planejamento permanente, com metas, indicadores, governança e recursos proporcionais à importância econômica da atividade. A CSTE cumpre seu papel ao reunir conhecimento técnico, ouvir o mercado e levar propostas a todos os candidatos, sem alinhamento político-partidário. Nosso compromisso é com o Ceará.
 
Esperamos que essas contribuições sejam incorporadas aos programas de governo e, depois, transformadas em ações concretas. O turismo e os eventos pedem reconhecimento, planejamento e políticas públicas à altura dos resultados que já entregam — e do desenvolvimento que ainda podem gerar para o Ceará.

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