Quem costuma circular por alguns parques urbanos de Fortaleza já se deparou, certamente, com o abandono em que alguns se encontram. Infelizmente, a situação é deveras frequente, depondo contra a beleza natural desses locais, bastante arborizados e com diversas espécies da nossa flora, em especial. O fato é que não basta apenas que as autoridades inaugurem, com pompa e circunstância, esses espaços para o usufruto público.
Naquelas áreas de vegetação extensa, fazem-se necessárias ações de permanente conservação, como a varrição, o recolhimento de grandes volumes de folhas e galhos que naturalmente caem das árvores. Por certo, também a limpeza do lixo desejado por quem, lamentavelmente, insiste em jogar materiais como plásticos e papéis nas calçadas que atravessam os parques da capital cearense.
Referimo-nos, em particular, a dois parques locais, o Parreão e o Rio Branco, ambos cortados por córregos igualmente maltratados. Além das águas poluídas, sem que recebam tratamento sanitário e exalando mau cheiro, claramente se vê os montes de folhas secas acumuladas naqueles pontos, chamando de imediato a atenção dos(as) praticantes da caminhada e da corrida naquelas áreas. É muito rara a mobilização de equipes de limpeza para aqueles parques, com o objetivo de executar uma limpeza contínua. Quando tal acontece, é coisa de “uma vez perdida”, como popularmente se costuma dizer. É patente, pois, a ineficiência, a inoperância e o descaso dos poderes públicos para com aqueles parques urbanos.
Apelamos à sensibilidade dos gestores municipais e de seus auxiliares, para que cuidem melhor desses espaços. Fortaleza os possui em diferentes pontos de sua área territorial. Muitos não têm recebido as atenções de que precisam! Não basta cuidar de um ou de outro parque urbano em particular, pois todos têm suas carências, necessidades! É patente a falta de manutenção periódica até mesmo para o recolhimento do lixo acumulado nos (poucos) depósitos distribuídos, por exemplo, nos parques Rio Branco e Parreão. Falta-lhes a presença mais constante de equipes de limpeza para o recolhimento dos rejeitos.
E o número desses depósitos é insuficiente para receberem o lixo produzido pelas pessoas que correm, caminham ou simplesmente atravessam as áreas dos parques. Há que se considerar também o vandalismo praticado contra o patrimônio público, que costuma depredar os depósitos de lixo, e também a falta de educação de certos usuários que não se conscientizam da necessidade de manter aqueles locais em bom estado. Muitos, ao caminharem, simplesmente jogam embalagens ou sacos plásticos por onde andam. Uma outra urgência premente dá-se com relação à iluminação.
Há lâmpadas queimadas, bem como luminárias danificadas também, precisando de cuidados constantes. São essas deficiências graves que comprometem a qualidade desses espaços, muitas vezes até desestimulando seu uso. A Guarda Municipal deve se fazer mais assídua também, cumprindo seu papel de proteger as pessoas e o patrimônio público, coisa que não se vê. Que sejam tomadas as medidas cabíveis, é o que se espera!