JK, um nome na História

Formado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1927, com especialização em urologia, JK foi eleito deputado federal em 1934, assumindo o cargo de 1935 a 1937

Escrito por Gilson Barbosa producaodiario@svm.com.br
31 de Agosto de 2026 - 06:00
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Legenda: Jornalista

Por certo, muitos nem repararam no detalhe histórico. Todavia, no dia 22 deste mês de agosto que hoje termina, registrou-se o cinquentenário de morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Mais popularmente conhecido pelo apelido de JK - as iniciais de seu nome - , este mineiro de Diamantina, nascido em 12 de setembro de 1902, tornou-se um dos maiores presidentes do Brasil.

Até hoje perduram muitas dúvidas sobre as circunstâncias de sua morte, em companhia de seu motorista e amigo,Geraldo Ribeiro, em acidente automobilístico na Rodovia Presidente Dutra, na altura da cidade de Resende (RJ). Ambos faleceram em decorrência do choque entre o automóvel no qual viajavam e uma carreta carregada de gesso.

Uma exumação, além de diversos inquéritos e perícias, foram realizadas com relação ao fato, mas até hoje muitas opiniões divergem quanto à causa do fato: se acidental ou provocada pela então ditadura militar que governava o Brasil. O seu funeral, em Brasília, foi assistido por mais de 300 mil pessoas, multidão que, emocionada, também cantava a canção mineira “Peixe Vivo”, que tanto identificava Juscelino. Na atualidade, seus restos mortais repousam no Memorial JK, construído em 1981 na capital federal, Brasília, a cidade por ele fundada.

Formado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1927, com especialização em urologia, JK foi eleito deputado federal em 1934, assumindo o cargo de 1935 a 1937, quando foi cassado pelo golpe do Estado Novo (1937-1945). Em 1940, foi nomeado, pelo interventor federal Benedito Valadares (1892-1973), de quem tornara-se amigo, prefeito de Belo Horizonte (1940-1945). No final daquele ano, seria eleito deputado constituinte por Minas Gerais (1946-1951) e governaria seu Estado logo depois, de 1951 a 1955, priorizando a eletrificação, a industrialização e as estradas.

Com o slogan de campanha “50 anos em 5”, Juscelino foi eleito presidente da República, tendo como vice o gaúcho João Goulart (1919-1976). Seu governo (1956-1961) foi marcado principalmente pela interiorização do país, a implantação da indústria automobilística e a criação de Brasília, projeto materializado em conjunto com o arquiteto fluminense Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro estrutural pernambucano Joaquim Cardozo (1897-1978) e o urbanista Lúcio Costa (1902-1998), brasileiro nascido em Toulon, na França.

Eleito senador por Goiás, em 1961, teria, porém, seu mandato cassado pelo golpe de 1964, exilando-se voluntariamente em seguida. Em 1967, voltou ao país, de forma definitiva. O legado de Juscelino Kubitschek é muito grande e para sempre será lembrado na História do Brasil, pela prioridade que dedicou ao desenvolvimento econômico e social da nação.

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