Ensinar, a mais nobre missão

Na verdade, o mês de outubro deve ser de muitas comemorações, sim. Principalmente, de reconhecimento ao papel que esses profissionais significam não somente no contexto das salas de aula

Escrito por Gilson Barbosa producaodiario@svm.com.br
26 de Outubro de 2026 - 06:00
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Legenda: Jornalista

O dia 15 de outubro próximo passado marcou a passagem de mais uma data consagrada ao importante papel que os professores brasileiros desempenham: educar, formar, preparar as gerações para o futuro. Para quem desconhece a razão da comemoração, a data tem origem no dia 15 de outubro de 1827. Naquele tempo, o imperador, dom Pedro I, assinou um decreto através do qual instituiu o ensino elementar no Brasil, criando as “escolas de primeiras letras” em todos os lugarejos, vilas e cidades do país. Porém, somente em 1947 a data revestir-se-ia do sentido de homenagem e comemoração de um dia efetivamente dedicado aos(às) mestres(as) brasileiros(as).

A iniciativa foi do professor Salomão Becker (1922-2006), diretor do Ginásio Caetano de Campos, na cidade de São Paulo, que sugeriu o nome de Dia do Professor e a data de 15 de outubro a quatro colegas desejosos por realizar um dia de congraçamento, o que acabou acontecendo, inclusive com a presença de muitos pais. A partir daí, a comemoração foi se estendendo por outras escolas paulistas e paulistanas, irradiando-se pelo país. Mas o Dia do Professor só seria oficializado definitivamente como feriado escolar pelo decreto federal no. 52.682, de 14 de outubro de 1963, assinado pelo presidente João Goulart (1919-1976). Apaixonado pelo magistério, Salomão Becker costumava dizer que “professor é profissão. Educador é missão”. E, de fato, lecionar representa a mais nobre missão, abraçada por milhões de professores(as), nos mais diversos níveis de ensino nacionais.

Na verdade, o mês de outubro deve ser de muitas comemorações, sim. Principalmente, de reconhecimento ao papel que esses profissionais significam não somente no contexto das salas de aula. Afinal de contas, sem o trabalho dos(as) professores(as), o que seríamos? Como galgaríamos as diversas etapas do conhecimento para que nos tornássemos engenheiros, advogados, jornalistas, médicos ou, até, novos professores? Por tudo isto é necessária a valorização de seu papel como formadores, ao lado da família, dos cidadãos e cidadãs do futuro.

Cada um de nós tem, na memória, as recordações dos muitos mestres e mestras que passaram por nossas vidas. Professores(as) que nos transmitiram seu conhecimento, mas que incutiram em nossos caracteres valores tão ou mais nobres como o respeito, a civilidade, as regras da boa convivência e tantos outros. O valor do(a) professor(a) não se restringe à sala de aula, mas permanece incrustado em nós, ao longo da nossa existência. Além da valorização profissional, com melhores salários e condições de trabalho, que se proteja fisicamente a figura do(a) professor(a), ultimamente tão agredido(a) nas salas de aula.

Uma vergonha, que precisa ser duramente combatida, com a punição dos elementos que praticam a violência! O trabalho dos(as) mestres(as) é estressante, desafiador nos tempos atuais, diante de tantas barreiras que enfrentam diariamente. Que sua nobre missão seja cada vez mais dignificada, como merece, de todas as formas!

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