O dia 15 de outubro próximo passado marcou a passagem de mais uma data consagrada ao importante papel que os professores brasileiros desempenham: educar, formar, preparar as gerações para o futuro. Para quem desconhece a razão da comemoração, a data tem origem no dia 15 de outubro de 1827. Naquele tempo, o imperador, dom Pedro I, assinou um decreto através do qual instituiu o ensino elementar no Brasil, criando as “escolas de primeiras letras” em todos os lugarejos, vilas e cidades do país. Porém, somente em 1947 a data revestir-se-ia do sentido de homenagem e comemoração de um dia efetivamente dedicado aos(às) mestres(as) brasileiros(as).
A iniciativa foi do professor Salomão Becker (1922-2006), diretor do Ginásio Caetano de Campos, na cidade de São Paulo, que sugeriu o nome de Dia do Professor e a data de 15 de outubro a quatro colegas desejosos por realizar um dia de congraçamento, o que acabou acontecendo, inclusive com a presença de muitos pais. A partir daí, a comemoração foi se estendendo por outras escolas paulistas e paulistanas, irradiando-se pelo país. Mas o Dia do Professor só seria oficializado definitivamente como feriado escolar pelo decreto federal no. 52.682, de 14 de outubro de 1963, assinado pelo presidente João Goulart (1919-1976). Apaixonado pelo magistério, Salomão Becker costumava dizer que “professor é profissão. Educador é missão”. E, de fato, lecionar representa a mais nobre missão, abraçada por milhões de professores(as), nos mais diversos níveis de ensino nacionais.
Na verdade, o mês de outubro deve ser de muitas comemorações, sim. Principalmente, de reconhecimento ao papel que esses profissionais significam não somente no contexto das salas de aula. Afinal de contas, sem o trabalho dos(as) professores(as), o que seríamos? Como galgaríamos as diversas etapas do conhecimento para que nos tornássemos engenheiros, advogados, jornalistas, médicos ou, até, novos professores? Por tudo isto é necessária a valorização de seu papel como formadores, ao lado da família, dos cidadãos e cidadãs do futuro.
Cada um de nós tem, na memória, as recordações dos muitos mestres e mestras que passaram por nossas vidas. Professores(as) que nos transmitiram seu conhecimento, mas que incutiram em nossos caracteres valores tão ou mais nobres como o respeito, a civilidade, as regras da boa convivência e tantos outros. O valor do(a) professor(a) não se restringe à sala de aula, mas permanece incrustado em nós, ao longo da nossa existência. Além da valorização profissional, com melhores salários e condições de trabalho, que se proteja fisicamente a figura do(a) professor(a), ultimamente tão agredido(a) nas salas de aula.
Uma vergonha, que precisa ser duramente combatida, com a punição dos elementos que praticam a violência! O trabalho dos(as) mestres(as) é estressante, desafiador nos tempos atuais, diante de tantas barreiras que enfrentam diariamente. Que sua nobre missão seja cada vez mais dignificada, como merece, de todas as formas!