Quando o assunto é câncer de mama, a mamografia logo vem à cabeça. E com razão. O exame é importante para descobrir a doença mais cedo. Mas existe outro cuidado que também merece atenção: a maneira como vivemos, nos alimentamos e cuidamos da nossa saúde. O excesso de peso, por exemplo, vai muito além da questão estética. Ele pode trazer consequências para o organismo, inclusive aumentar o risco de câncer de mama, principalmente depois da menopausa. Isso não significa que toda mulher acima do peso terá a doença, mas é um alerta que não deve ser ignorado.
O motivo é que a gordura corporal não serve apenas como reserva de energia. Ela também interfere na produção de hormônios, como o estrogênio, que pode estimular o crescimento de alguns tipos de câncer de mama. Além disso, o excesso de gordura pode favorecer processos de inflamação no organismo.
Uma pesquisa divulgada em julho de 2025 pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, ligada à Organização Mundial da Saúde, reforçou essa preocupação. O estudo acompanhou 168.547 mulheres após a menopausa e identificou que, entre aquelas sem doenças cardiovasculares, o aumento do índice de massa corporal estava associado a um risco maior de câncer de mama. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) também chama a atenção para esse problema. Segundo o órgão, cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com hábitos saudáveis, como praticar atividade física, manter o peso adequado, evitar bebidas alcoólicas e amamentar.
Esses dados mostram que a prevenção precisa fazer parte da rotina, e não ser lembrada apenas quando aparece algum sinal de alerta. É importante lembrar que ninguém está livre de desenvolver câncer de mama, mesmo mantendo hábitos saudáveis. Por isso, cuidar do peso não substitui a mamografia nem o acompanhamento médico. No fim das contas, prevenir também é olhar para si com mais atenção. Não por uma questão de aparência, mas pela oportunidade de viver com mais saúde e qualidade de vida.