Avanços e desafios da assistência farmacêutica no Brasil

Escrito por Patrícia Quirino producaodiario@svm.com.br
20 de Janeiro de 2023 - 06:00
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Legenda: Patrícia Quirino é coordenadora do curso de Farmácia da Estácio Ceará

Um dos marcos da profissão farmacêutica foi a publicação do documento  “The role of the pharmacist in the health care system” (O papel do farmacêutico no sistema de atenção à saúde) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 1997, que  descreve as qualidades que o farmacêutico deve apresentar. Como ganhos, tivemos as mudanças nas estruturas curriculares dos cursos de Farmácia formando farmacêuticos e os incluindo nas políticas de saúde.

A criação do SUS, em 1998, incluiu a assistência farmacêutica no seu campo de atuação. Mas, somente em 2004, foi criada a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, que possibilitou a aproximação deste profissional com a comunidade na orientação sobre o uso de medicamentos.

Outra grande conquista da profissão foi a publicação da resolução/CFF nº 585/ 2013, que regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico, e nº 586, que institui a prescrição farmacêutica no Brasil. Também merece destaque a sanção da Lei nº 13.021, de 2014, que alterou o conceito de farmácia no Brasil, transformando estes estabelecimentos em unidades de assistência à saúde, e conceituando os consultórios farmacêuticos.

Em 2022, o Conselho Federal de Farmácia regulamenta a Telefarmácia como o exercício da Farmácia Clínica mediado por Tecnologia da Informação e de Comunicação. Avanços significativos foram obtidos nas políticas farmacêuticas, entretanto permanecem os desafios na ampliação e estruturação dos serviços. O profissional foi desafiado a atuar na farmácia clínica sendo imprescindível  para desenvolver competências emocionais pessoais e sociais para atuarem frente a sua equipe.

O desenvolvimento do perfil de liderança passa a ser diferencial na profissão dos farmacêuticos, sendo necessárias competências habilidades como autoconsciência emocional, resiliência, catalisação de mudanças, colaboração, e posturas voltadas ao cuidado farmacêutico.

Patrícia Quirino é coordenadora do curso de Farmácia da Estácio Ceará