Autonomia e saúde no Mês do Idoso

A Fisioterapia atua na preservação da força muscular, da mobilidade e do equilíbrio dinâmico, prevenindo quedas e devolvendo a firmeza aos passos

Escrito por Jacques Esmeraldo producaodiario@svm.com.br
07 de Outubro de 2026 - 06:00
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Legenda: Presidente do Crefito 6

O mês de outubro abre espaço para uma reflexão profunda sobre o envelhecimento da população no Brasil e no Ceará. Viver mais é uma grande conquista da sociedade, mas o verdadeiro desafio da saúde pública reside em somar qualidade, conforto e independência aos anos alcançados. À medida que envelhecemos, transformações como a perda de massa muscular e alterações no equilíbrio podem surgir. No entanto, é a perda de autonomia — a incapacidade de realizar tarefas simples cotidianas — que compromete a dignidade do idoso.

Nesse cenário, a atuação integrada da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional é indispensável. A Fisioterapia atua na preservação da força muscular, da mobilidade e do equilíbrio dinâmico, prevenindo quedas e devolvendo a firmeza aos passos. Paralelamente, a Terapia Ocupacional foca na manutenção da funcionalidade diária e na estimulação cognitiva, trabalhando a memória e a atenção, além de adaptar rotinas e ambientes para que o idoso continue desempenhando seu papel na família e na sociedade com segurança.

Mais do que tratar limitações instaladas, o acompanhamento profissional deve ser preventivo. Fortalecer o corpo e exercitar a mente antes que a fragilidade se instale é a chave para evitar acidentes domésticos e desacelerar declínios funcionais. Pequenas adaptações no lar, como a remoção de tapetes e a melhoria da iluminação, somadas ao incentivo para que o idoso mantenha uma rotina ativa, fazem toda a diferença.

Como presidente do Crefito-6, defendo que envelhecer não pode ser sinônimo de isolamento ou perda de liberdade. Garantir o suporte de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais qualificados é assegurar que nossos idosos sigam caminhando ao nosso lado, mantendo a dignidade, a autonomia e a alegria de viver por muito mais tempo.

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