A ressignificação da parentalidade e seu impacto transformador

A metodologia empregada envolveu exposições dialogadas, relatos de experiência e ferramentas pedagógicas lúdicas, destacando-se o jogo de tabuleiro "Paternar Legal"

Escrito por Luzia Laffite producaodiario@svm.com.br
30 de Agosto de 2026 - 06:00
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Legenda: Superintendente do Instituto da Infância

A discussão sobre o papel dos homens no desenvolvimento infantil e no ecossistema familiar vem conquistando centralidade nas políticas públicas sociais, e começa na concepção do bebe. O fortalecimento de uma parentalidade interativa, participativa e responsável exige desconstruir estereótipos culturais rígidos e engajar a figura masculina em papéis pautados no afeto, no cuidado compartilhado e na proteção integral. Nesse cenário, o Instituto da Infância (IFAN) consolida-se como uma instituição fundamental, atuando como articulador técnico e social na promoção da primeira infância.

Em parceria com a Secretaria da Proteção Social do Estado do Ceará – Programa Criança Feliz com o apoio do Instituto Promundo, o IFAN , em equipes de ambas instituições, coordenou  a formação "Masculinidades, Paternidades e Parentalidades no SUAS". A ação abrangeu 178 municípios cearenses e capacitou 633 profissionais e técnicos dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e do Programa Criança Feliz.

A formação teve como foco sensibilizar as equipes socioassistenciais sobre a urgência de reposicionar o papel do  homem na Paternidade demonstrado como o envolvimento masculino afetuoso reduz vulnerabilidades, previne a violência familiar e impulsiona o desenvolvimento pleno dos filhos, e estabelece segurança e proteção as crianças e a família.

A metodologia empregada envolveu exposições dialogadas, relatos de experiência e ferramentas pedagógicas lúdicas, destacando-se o jogo de tabuleiro "Paternar Legal". A imersão abordou três eixos conceituais centrais: as masculinidades como construções socioculturais plurais; a paternidade expressa nas dimensões afetiva, relacional e protetiva; e a parentalidade entendida como um compromisso coletivo de toda a sociedade para a garantia de direitos.

Além do aprofundamento conceitual, o projeto culminou na elaboração de Planos de Ação municipais para replicar os aprendizados em rodas de conversa, campanhas comunitárias e parcerias intersetoriais, segmento este que está sendo privilegiado no Programa Criança Feliz. A atuação do IFAN demonstra que ressignificar o exercício da paternidade é um passo indispensável para edificar um futuro mais acolhedor e seguro para a infância.

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