Jurandir Dias Mota, conhecido ex-goleiro do Ceará e do Guarani de Juazeiro, morreu aos 76 anos neste sábado (8), no Hospital Regional do Cariri, vítima de câncer. A missa de corpo presente inicou às 11h deste sábado. E o sepultamento ocorre logo em seguida no Cemitério Terra da Luz, em Juazeiro do Norte.
Pelo Ceará, o ele foi bicampeão estadual, além de campeão no Torneio Norte-Nordeste em 1969. A trajetória no time encerrou em 1985.
Entre as grandes partidas, destaca-se o jogos em que Jurandir enfrentou o Santos de Pelé, e o Fluminense, de Rivelino. "O jogo era para começar 8h, começou 9h30. Lotado, não cabia uma família", disse sobre a partida entre Guarani e o Santos.
Na ocasião, ele lembrou em entrevista ao jornalista Toni Sousa os dois gols sofridos, únicos da partida, marcados por Pelé.
"Meu amigo, meu cartola"
Em entrevista ao comunicador Toni Sousa, Jurandir contou que foi Wilton Bezerra, jornalista do Diário do Nordeste e da rádio Verdinha, o responsável por levá-lo a jogar por times do interior cearense. Ele se referiu a Wilton como "meu amigo, meu cartola".
Além do Alvinegro de Porangabuçu, Jurandir defendeu o Guarani de Juazeiro, o Icasa, o Calouros do Ar e as categorias de base do Ferroviário. Também teve uma passagem pelo futebol alagoano vestindo a camisa do ASA de Arapiraca.
Somada à passagem vitoriosa pelo Porangabuçu, o goleiro também teve êxito nos principais times do Cariri cearense, Guarani e Juazeiro, onde se tornou ídolo e, mais tarde, após se aposentar, fixou residência.
Após a aposentadoria, o goleiro manteve as conexões com o futebol. Ele atuou como treinador do Guarani e do Icasa. Na região onde agora morava, o futebolista atuou como árbitro de futebol amador.