O Flamengo estuda entrar em campo contra o Santos, nesta quinta-feira (8), com uma mensagem de protesto estampada na camisa. A frase analisada pelo clube é “Proibir não é proteger”, em manifestação contra a Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil. A informação foi divulgada inicialmente pelo influenciador Lucas Jornal e confirmada pelo Lance!.
A mensagem já apareceu em outras partidas do Campeonato Brasileiro. A frase foi exibida em ações de entidades ligadas ao setor de apostas durante o clássico entre São Paulo e Santos, no Morumbis, e também no confronto entre Atlético-MG e Bragantino.
O lema faz parte de um manifesto elaborado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), além de empresas que atuavam de forma autorizada no mercado brasileiro.
As entidades argumentam que a proibição das plataformas regulamentadas não elimina as apostas e pode aumentar a procura por sites clandestinos, que não estão submetidos às mesmas regras de fiscalização e proteção ao consumidor.
Flamengo é diretamente afetado pela medida
O Flamengo tem se manifestado contra a MP desde a publicação da medida, em 25 de setembro. O clube tinha a Betano como patrocinadora master, com contrato de aproximadamente R$ 266 milhões até o fim de 2028.
O Rubro-Negro também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar os efeitos da medida e estima um impacto financeiro de até R$ 430 milhões para os cofres do clube caso a proibição seja mantida.
Com a entrada em vigor das novas regras, o Flamengo já retirou a marca da Betano dos uniformes de treino. A determinação também alcança outros clubes brasileiros que tinham empresas de apostas como patrocinadoras.
A possível utilização da frase contra a MP no duelo com o Santos reforça a posição do Flamengo na discussão sobre o futuro das apostas esportivas no país.