558.970 toneladas

Projeção para a safra do Ceará cresce 13,4%

Dos 13 produtos, sete apresentaram elevação na estimativa de produção graças à melhor quadra chuvosa

01:00 · 11.07.2018
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O feijão-de-corda 1ª e 2ª safra está entre os destaques positivos do levantamento do IBGE relativo à safra deste ano ( FOTO: NATINHO RODRIGUES )

A produção de grãos do Ceará em 2018 deve ser 5,13% maior que a safra obtida no ano passado, devendo ser colhidas 558.970 toneladas (t) de grãos do grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas contra 531.696 t produzidas em 2017. Em relação à primeira projeção, divulgada em janeiro deste ano, o crescimento chega a 13,46%, quando eram esperadas 492.667 toneladas.

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nessa terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "A safra deste ano com certeza será maior que a do ano passado e possivelmente será bem melhor do que esperávamos inicialmente", avalia Regina Feitosa, coordenadora do Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias do Ceará (GCEA).

Dos 13 produtos incluídos no grupo de grãos, 7 apresentaram elevação na expectativa de produção: arroz de sequeiro, feijão-de-corda 1ª safra, feijão-de-corda de 2º safra, milho de sequeiro, sorgo granífero, algodão herbáceo de sequeiro e amendoim. Regina explica que, com um melhor período chuvoso obtido neste ano, os agricultores ficaram mais animados e aumentaram a área de plantio.

"Essa variação (da chuva) chega a 400%. Desde o ano passado nós estamos recebendo mais chuvas. Ainda não é o ideal, mas é um cenário bem diferente do que vimos nos cinco anos de seca mais severa", destaca a coordenadora do GCEA.

A quadra chuvosa contribui ainda para os melhores rendimentos das plantações, sendo este o motivo do aumento na projeção de cinco itens de grãos, principalmente os produtos de sequeiro. "Nós já elevamos as expectativas e pode ser que elas cresçam ainda mais este ano", ressalta a coordenadora do GCEA.

Na contramão, somente a fava e a mamona registraram redução nas projeções. A fava teve a expectativa de produção reduzida em Pacoti, onde a área foi diminuída, tendo em vista que ainda há fava do ano anterior sendo comercializada no município e que os preços do produto estão baixos.

Em Redenção, o rendimento diminuiu, uma vez que a ramificação da fava não está tão boa quanto no ano passado. Já a mamona teve a expectativa de produção reduzida em Tamboril, onde a área diminuiu devido ao fim de alguns incentivos governamentais.

Frutas Frescas

Dos 21 produtos enquadrados no grupo de Frutas Frescas, quatro apresentaram crescimento na expectativa de produção e seis apresentam redução. Deste modo, são esperadas 854.486 toneladas de frutas frescas, o que representa um crescimento de 7,18%, comparando-se à safra passada (797.212 t), mas redução de 1,34% em relação ao primeiro prognóstico (866.111 t).

Os produtos que apresentaram crescimento são banana irrigada, mamão, melancia irrigada e melão. Já os que apresentam redução são acerola, seriguela, goiaba irrigada, manga de sequeiro, maracujá e melancia de sequeiro.

Brasil

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de todo o País deve encerrar o ano de 2018 com uma redução de 5,3% na comparação com a produção do ano passado. Devem ser produzidos 227,9 milhões de toneladas de grãos no país este ano, 0,1% ou 230 mil toneladas abaixo do estimado em maio. Das três principais lavouras de grãos brasileiras, apenas a soja deverá ter alta em relação a 2017, de 1,2%. As outras duas devem sofrer queda, de acordo com o IBGE: arroz (-7,2%), e milho (-15,9%).

Assim como a soja, os demais cereais, leguminosas e oleaginosas pesquisados deverão ter alta na produção deste ano: caroço de algodão (23%), amendoim 1ª safra (2%), amendoim 2ª safra (14%), feijão 1ª safra (3,1%), feijão 2ª safra (3,2%), feijão 3ª safra (1,8%), mamona (108,1%), aveia (23,7%), centeio (11,4%), cevada (49,2%), girassol (39,8%), trigo (33,6%) e triticale (9,6%).

O levantamento também estima a produção de outras lavouras importantes do País, como a cana-de-açúcar, que de deverá ter alta de 0,5% em relação a 2017; o café, com crescimento previsto de 23,8% no período, e o tomate, com alta estimada de 3,5%. Há produtos relevantes para a agricultura nacional que deverão ter queda, assim como o arroz e o milho, no entanto. É o caso da batata-inglesa (-11%), banana (-5%), laranja (-8,4%) e uva (-17,5%).

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