No 1º trimestre

Desocupação cresce no Ceará e atinge 12,8% da população

Com aumento de 1,8 ponto percentual em comparação ao 4º trimestre de 2017, desocupação no Estado supera média nacional, de 11,8%

09:28 · 17.05.2018 / atualizado às 13:07 por Redação Diário do Nordeste
Emprego
Enquanto na Capital o índice calculado foi de 12,2%, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o percentual chega a 13,3% ( Marília Camelo )

Apesar do maior otimismo quanto à recuperação do País, cresceu no primeiro trimestre do ano o índice de pessoas desocupadas no Ceará. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de desocupação no Ceará cresceu 1,8 ponto percentual em relação ao trimestre imediatamente anterior (outubro a dezembro de 2017), passando a 12,8% da população.

O índice superou a média nacional, calculada em 11,8%. Enquanto na Capital o índice calculado foi de 12,2%, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o percentual chega a 13,3%. Considerando toda a Região Nordeste, a taxa de desocupação chegou a 15,9%, superando todas as demais regiões do País.

Queda do nível de empregos

De acordo com o IBGE, o aumento da taxa de ocupação no Ceará se deve tanto à redução de empregados na iniciativa privada sem carteira de trabalho (-6,5%), quanto a de empregados no setor público (-4,9%). O total de empregados no setor privado com carteira assinada ficou estável.

O grupamento da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o único que registrou aumento de pessoas trabalhando (19,3%). Já resultaram em fechamento de postos de trabalho os setores da indústria geral (-8,8%), da construção (-13%) e do comércio, reparação de veículos automotores e bicicletas (-7,4%). Os demais ficaram estáveis.

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