No Estado

Metalmecânico: situação se agrava

01:00 · 30.05.2018
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Conforme o presidente do Simec, Sampaio Filho, já há casos em que as atividades foram suspensas

Mais de um terço das indústrias do setor metalmecânico do Estado do Ceará já tem prejuízos na produção em decorrência da paralisação dos caminhoneiros em todo o País, que completa hoje dez dias. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Ceará (Simec), Sampaio Filho, já há casos em que as atividades tiveram de ser suspensas.

"Cerca de 35% das indústrias de metalmecânica do Ceará estão com a produção prejudicada pela greve dos caminhoneiros. Já ocorre a suspensão pontual em algumas indústrias", disse.

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Conforme ele, a cada dia que passa, o quadro fica mais agravante. "A situação de hoje (ontem) está mais complicada. Não chega nada nas indústrias, e algumas já estão quase na linha do desespero. A matéria-prima não chega, o pessoal tem que faturar e não consegue por não ter material. O que tinha de estoque, foi produzido e não se consegue expedir pois não tem caminhão para evacuar a produção".

Sampaio Filho clamou que os envolvidos no imbróglio - representantes dos caminhoneiros e Governo Federal - consigam entrar em um consenso para restabelecer a normalidade e, assim, tentar minimizar o prejuízo que já foi causado ao setor.

"É uma coisa muito complexa para se resolver. A gente pede entendimento entre Governo Federal e as lideranças do movimento, para que a gente encontre uma solução o mais breve possível. Pedimos a compreensão (dos envolvidos), mais uma vez, para que se entre num acordo e o Brasil volte a crescer".

Normalização

Na edição de ontem do Diário do Nordeste, o Simec havia dito que, para normalizar a situação das indústrias, seriam necessárias de 48 a 72 horas após o retorno dos caminhões às rotas, sendo este o tempo médio do frete dos insumos aguardados.

O segmento metalmecânico responde, hoje, a 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará. Grande parte da matéria-prima utilizada é proveniente de outros estados e até as revendas cearenses dos materiais estão com déficit de estoque.

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