mas é menor desde 2004

Inflação na Capital volta a subir no mês de setembro

No ano, o IPCA de Fortaleza acumula variação de 1,47%. Em 12 meses, preços sobem 2,62%

01:00 · 07.10.2017 por Ingrid Coelho - Repórter
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A queda nos preços dos alimentos impedem um avanço maior do índice. Feijão-mulatinho foi o item que apresentou a deflação mais expressiva em setembro, ao recuar 19,48% ante agosto

Após variação negativa de 0,19% em agosto, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tomou fôlego e voltou a acelerar a 0,16% em setembro, segundo dados divulgados ontem (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor para meses de setembro desde 2004, quando a medição registrou suave alta de 0,15%.

> Indicador da baixa renda cai 0,25% em setembro

Nos primeiros nove meses do ano, o IPCA de Fortaleza acumula avanço de 1,47%. No apanhado dos últimos 12 meses até setembro, a variação chega a 2,62%, sexta maior entre todas as regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto.

Neste mês, os alimentos voltaram a figurar entre as principais deflações na composição do índice. O grupo Alimentação e Bebidas deflacionou 0,57% na passagem de agosto para setembro e acumula baixas de 2,95% em nove meses e de 1,64% 12 meses.

Vindo de uma trajetória de baixa ao longo dos meses, o feijão-mulatinho foi o item com a queda de preço mais brusca em setembro ante agosto, com deflação de 19,48%. Tomate (-17,62%); tubérculos, raízes e legumes (-12%); cebola (-11,14%) e batata-inglesa (-8,94%) completam o ranking dos principais resultados mensais negativos.

Em contrapartida, impediram um resultado mais baixo do IPCA no mês passado os itens passagem aérea (9,66%); produto para unha (5,8%); carne de carneiro (4,71%); fígado, com avanço de 4,19% e curso de informática, com alta de 3,95% nos preços praticados.

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Consumo

Para o economista Ricardo Eleutério, apesar da pequena aceleração, o resultado é bastante positivo, sobretudo para as famílias que têm uma renda menor. "A renda per capita do fortalezense é muito baixa e a inflação deteriora mais ainda o poder de compra dessas pessoas que têm renda menor", avalia.

Eleutério destaca ainda que a inflação da Região Metropolitana de Fortaleza em 2017 deve ficar abaixo dos 3%, seguindo o resultado nacional, que caminha para ficar abaixo da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e perseguida pelo Banco Central.

Ele explica ainda que os baixos (ou negativos) índices dos últimos meses refletem a queda nos preços dos alimentos, resultado de uma melhor safra agrícola, e um cenário ainda recessivo. "O crescimento previsto para este ano é muito pequeno. A gente tem alguns indicadores com variação positiva, mas vivemos uma economia ainda fria, com desemprego elevado", destaca Eleutério.

Brasil

No País, a inflação oficial também ficou em 0,16% em setembro deste ano, abaixo dos 0,19% de agosto. No ano, o índice acumula variação de 1,78%, menor desde 1998, quando foi registrada uma alta acumulada de 1,42%. Dos nove grupos pesquisados, tiveram deflação apenas p alimentação e bebidas (-0,41%) e habitação (-0,12%).

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