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Data Center: Angola Cables inicia pré-venda da 2ª fase

01:00 · 07.07.2018
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De acordo com a empresa, o cabo de fibra ótica Monet já está 100% ativo. Já o cabo Sacs está embaixo da água realizando testes de iluminação ótica e deve ficar ativo até o terceiro trimestre deste ano

A Angola Cables está iniciando a pré-venda da segunda fase do Data Center da companhia, que deve ser inaugurado no fim deste ano. De acordo com o gerente comercial da empresa, André Martins, as vendas estão indo bem e dentro da expectativa. Além disso, o Cabo Monet já está 100% ativo, operando com todo o seu potencial. O Sacs, segundo ele, está embaixo da água realizando testes de iluminação ótica e deve ficar ativo até o terceiro trimestre deste ano. "O Data Center foi projetado a nível modular. A primeira fase, que deve ser aberta no fim de 2018, já está toda vendida. Para esta segunda fase temos algumas demandas. Não temos como saber quando será inaugurada, pode ser mais rápida que a primeira fase ou mais lenta porque depende da demanda. A gente acredita que depois da entrega da primeira fase, a fase seguinte deve ser potencializada", afirmou.

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O Data Center, que está sendo construído na Praia do Futuro, em Fortaleza, é a porta de entrada para o desenvolvimento de tecnologias do setor e eleva a Capital a um patamar superior em relação a outras cidades do País. "O investimento da Angola Cables é relativo a cabos submarinos e ao Data Center. São investimentos muito altos e pontuais e que devem reforçar o crescimento acelerado do setor".

Martins também disse que com o crescimento da banda larga no País a Angola Cables estabelece uma democratização de acesso ao conteúdo. "Grande parte desse influenciador são os pequenos provedores. Hoje o diferencial que a gente traz é a coletividade através de novas rotas, com mais rapidez da rede e reforçando o crescimento. Os operadores regionais que nascem em pequenas cidades devem ser beneficiados".

Descentralização

De acordo com o executivo, a descentralização da rede é muito importante para o setor. "As entidades que governam a internet no Brasil já identificaram isso. A centralização é um gargalo para o desenvolvimento do País. A ideia hoje é que seja incentivada a descentralização do conteúdo. Grandes provedores estão procurando alternativas para estarem em outros polos", explicou o gerente.

Segundo ele, a Angola Cables, a partir do Data Center e os cabos submarinos que entram por Fortaleza, veio para facilitar esse processo. "A partir de agora grande parte do conteúdo estará presente aqui na Capital. Nós estamos trabalhando para diminuir essa centralização, que acontece mais no eixo Rio-São Paulo", completou.

Suporte

O cabo Sacs é o primeiro de fibra óptica submarino que ligará os continentes africano e sul-americano. A promessa da Angola Cables é que a latência- tempo necessário para que dados ir de um ponto designado para outro - tenha uma melhora significativa para os clientes do varejo intercontinental de telecomunicações, o equivalente a cinco vezes menor do que é atualmente, de acordo com a estimativa da empresa de telecom.

A Capital é um dos pontos de conexão do Sacs, que irá interligar Fortaleza a Luanda, capital da Angola.

Além do Monet e do Sacs, cujos aportes são da ordem de US$ 110 milhões e US$ 160 milhões, respectivamente, a Angola Cables está investindo US$ 30 milhões em Fortaleza.

O montante engloba a construção de duas estações para abrigar os cabos, o Data Center e a aquisição de equipamentos para funcionamento.

Quando for iniciada a operação, o Data Center deverá empregar até 50 pessoas. De acordo com a companhia, serão gerados indiretamente cerca de 700 empregos na cidade.

Conforme o estudo da Angola Cables, a consolidação do Parque, que abrigará várias empresas do segmento, trará um incremento de R$ 1 bilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Ceará em 2055. 

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