Todo ano novo é tempo para empreender

Segundo especialista, o primeiro passo é conhecer o negócio que se deseja montar em profundidade

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
13 de Dezembro de 2015 - 01:00
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Legenda: A decoração e o projeto arquitetônico do hostel de Victor Chou são assinados pelo designer e artista suíço Stephan Boffejon
Foto: Foto: Helene Santos

O ano de 2016 será bom para se abrir um negócio? A resposta do educador financeiro Rodrigo Soares de Azevedo vem na ponta da língua: "Sempre é um ano de se empreender". Na opinião dele, o sucesso em iniciar um novo empreendimento está associado, principalmente, a um estudo prévio antes de partir para a empreitada.

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"O primeiro passo é conhecer o negócio em profundidade para avaliar se é um bom momento ou não. No momento de crise, muitos negócios são enxergados como excelente oportunidade. Não existe isso de 'se está em crise, então não é para empreender. Não existe essa matemática. O que é bom para um, é ruim para outro", salienta.

O consultor empresarial Victor Chou, 27, é um dos que irá empreender em 2016 sem pensar em crise. Irá ingressar no ramo de hospedagens, ao abrir um hostel, tipo de acomodação que oferece preços mais atrativos do que os hoteis e possibilita uma maior socialização entre os hospedes. O novo empreendimento ficará situado na praia de Canoa Quebrada, situada no município de Aracati, no Litoral Leste do Ceará, e está previsto para ser inaugurado até o feriado da Semana Santa, no próximo ano.

A hospedagem é, na verdade, resultado da reforma uma antiga casa da família. Para "transformá-la" em um hostel, foi preciso um investimento estimado entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, incluindo a compra de camas, geladeiras, itens de cozinha, sistema de câmera de segurança, dentre outros. O valor aplicado é proveniente de Victor, de seu pai e de seu irmão.

O faturamento esperado é de R$ 30 mil mensais em épocas de alta estação e de R$ 8 mil a R$ 10 mil, em períodos de baixa estação. Assim, a ideia é que o investimento feito retorne no período de aproximadamente um ano.

Mas o que Victor espera mesmo é que seu pai tenha mais companhias e ocupações. "O que me motiva é mais o aspecto familiar. O meu pai tem 70 anos, é aposentado. A minha preocupação é não deixar ele ser ter o que fazer. Ele mora lá, em Canoa Quebrada. Dessa forma, sempre haverá companhia para ele".

Clientes europeus

Para o sucesso do novo negócio, o consultor aposta na vocação turística de uma das mais conhecidas praias cearenses e tem uma "carta na manga". A decoração e o projeto arquitetônico são assinados pelo designer e artista suíço Stephan Boffejon, 49.

"Ele é de renome internacional. Vi alguns trabalhos dele e são muito bons", afirma. Assim, o consultor empresarial espera que clientes europeus se sintam atraídos por conta do projeto.

O empreendedor também aposta na experiência que já acumulou sobre esse tipo de hospedagem. "Eu passei um ano fazendo intercambio em Taiwan e visitei alguns hostels. Também fui a Pequim e Hong Kong. Essa experiência que eu tive fora me motivou muito", salienta. Victor também está buscando se aprofundar neste tipo de segmento de hospedagem na própria capital cearense. "Eu estou me hospedando em hostels em Fortaleza há um mês, fazendo um mapeamento de como eles funcionam para ver os pontos fortes e fracos de cada um e evitar que isso aconteça no meu". (MV)