Relatório do Senado

PIB do País subirá 1,9% neste ano

01:00 · 10.07.2018

Brasília. A injeção de até R$ 39 bilhões na economia com os saques do PIS/Pasep por todos os trabalhadores - independentemente da idade - pode compensar parte dos efeitos negativos da greve dos caminhoneiros no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, na avaliação da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Mesmo assim, a entidade avalia que a evolução da atividade em 2018 deve ficar mais próxima do previsto no cenário mais pessimista da IFI, de crescimento de 1,9%.

Mesmo com os impactos já conhecidos da greve dos caminhoneiros sobre setores relevantes da economia, como a produção industrial, o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de julho da IFI manteve a projeção central de crescimento do PIB neste ano em 2,7% - com viés de baixa.

"Essa estimativa ainda depende de outros indicadores setoriais, como as vendas do comércio varejista e do setor de serviços, além dos números de junho, que permitirão identificar se parte das perdas foi recuperada em algumas atividades Avaliamos, de todo modo, que a expansão do PIB em 2018 ficará mais próxima da estimativa delineada em nosso cenário pessimista (1,9%)", afirmou a instituição, no documento.

Para chegar a esse patamar, a economia brasileira precisaria crescer em média 0,7% por trimestre até o fim deste ano, sendo que o PIB avançou em média apenas 0,5% por trimestre na saída da recessão.

Por outro lado, os cálculos da IFI apontam que, se os recursos do PIS/Pasep forem integralmente sacados e usados para o consumo, o impacto potencial no PIB deste ano pode chegar a 0,5 ponto porcentual, compensando em parte os efeitos da crise dos caminhoneiros.

Inflação

Já os impactos da crise do transporte de carga sobre a inflação de junho devem ser dissipados ao longo do segundo semestre, avalia a instituição. Além da normalização do abastecimento, a IFI lembra que a ociosidade ainda existente nos fatores de produção é um vetor de contenção das pressões inflacionárias.

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