Petrobras: defasagem no preço da gasolina é de 18% - Negócios - Diário do Nordeste

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Petrobras: defasagem no preço da gasolina é de 18%

11.09.2012

O governo ainda não tem data para quando será feito o reajuste no preço do combustível Foto: Tuno Vieira

Rio. A redução no preço da energia, em janeiro, abrirá espaço para que a Petrobras reajuste os preços de seus combustíveis, mas ainda de forma insuficiente para que a empresa os equipare aos praticados no mercado externo. De acordo com fontes, a Petrobras calcula internamente em 18% a defasagem atual entre o preço doméstico da gasolina e o internacional. O diesel seguiria a mesma proporção.

O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) estima que a redução de 16,2% na energia elétrica residencial, anunciada pelo governo para a partir de janeiro, equivale a uma redução de 0,54% na inflação medida pelo IPCA. Com esta redução, seria possível um reajuste de 13,5% no diesel e na gasolina sem impacto na inflação, segundo o consultor Adriano Pires.

Reajuste mais brando

O IBGE é mais conservador: estima impacto de 0,49 ponto porcentual no IPCA, o que abriria espaço para um reajuste mais baixo nos combustíveis, de 12,15%. A estimativa de defasagem de 18% nos preços, usada pela Petrobras, é também bem inferior à do mercado. O CBIE, por exemplo, calculou ontem a atual diferença de preços em 27,2% para a gasolina e de 27,7% para o diesel.

Segundo fontes, o governo ainda não tem data para um reajuste de combustíveis. Tampouco está estabelecida se a estratégia será a de conceder aumento em 2013, quando entra em vigor o corte na conta de luz e a nova safra de cana-de-açúcar, ou de parcelar os reajustes e permitir um aumento ainda neste ano.

Mercado internacional

Independentemente do cálculo, o alívio que o barateamento da conta de luz proporcionará à inflação é insuficiente para que a companhia possa equiparar seus preços com os do mercado internacional, caso o governo opte por essa estratégia.

A diferença de preços, no primeiro semestre custou US$ 6 bilhões à Petrobras, que, para dar conta do crescimento da demanda do mercado interno, precisa importar combustíveis mais caros no exterior do que os vendidos em postos.

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