Hub portuário

Pecém recebe 1º navio de rota com a Ásia nesta segunda-feira

De acordo com o Porto, a escala inaugural está programada para atracar por volta das 11h da manhã

01:00 · 12.05.2018
Expectativa é que, com o novo serviço, 31 mil contêineres em negócios comecem a ser movimentados no Estado do Ceará ( Foto: Natinho Rodrigues )

A primeira escala da rota marítima entre o Ceará a Ásia (AC5), operada pelas empresas Maersk Line, a Hamburg Süd e a APM Terminals está confirmada para atracar no Porto do Pecém na próxima segunda-feira (14), por volta das 11 horas da manhã, com um carregamento de produtos destinos como Cingapura, China, Hong Kong, Coreia do Sul, além da Colômbia e países do Caribe. A expectativa com a operação que, no Ceará, 31 mil contêineres em negócios comecem a ser movimentados.

De acordo com a administração do Porto do Pecém as cargas que deverão chegar ao Estado nessa primeira viagem, que vai inaugurar o novo serviço, terá uma gama de produtos bastante variada. A rota deverá, segundo Norbert Bergmann, gerente no Nordeste da Hamburg Süd, gerar uma economia média de 10 a 15 dias nos deslocamentos de carga para os destinos asiáticos atendidos, que incluem as cidades de Cingapura; Hong Kong; Busan, na Coreia do Sul; e Xangai, Ningbo, e Xiamen, na China.

"Vai ser uma grande economia de 'transit time', e tempo é dinheiro. Quanto mais rápido essas cargas chegarem à Ásia, mais tempo os empresários terão para negociar os produtos. Com relação aos custos, o frete marítimo não é necessariamente a chave do negócio, mas estamos trabalhando para colocar o Pecém em um patamar competitivo com os Portos do Sudeste e do Sul do País", disse Bergmann ao Diário do Nordeste, no último dia 28 de fevereiro.

Promessa

Para elevar o potencial competitivo da nova ligação entre o Ceará e a Ásia, integrando o hub portuário do Estado, os administradores do serviço já anunciaram que estão trabalhando para que pelo menos a taxa de frete por exportação no Pecém seja igual à do Porto de Santos. Atualmente, as empresas pagam cerca de U$ 1.000 a menos na unidade paulista em relação ao valor cobrado no Ceará.

No entanto, segundo, o executivo da Hamburg Süd comentou que a primeira viagem da rota para a Ásia, finalizada na próxima semana, também será importante para os planejamentos futuros de precificação do processo. Aliado à análise da inauguração, as empresas responsáveis vêm trabalhando em um estudo de para auxiliar a definição dos valores, considerando planejamentos futuros, além das novas viagens que deverão acontecer.

Mercado

Desenvolvida para atender, principalmente, para atender à demanda dos exportadores de frutas, a linha também deverá atrair produtores de outros segmentos, como o de frigoríficos na região Norte, para escoar a proteína pelo porto cearense. A análise é de João Momesso, diretor de Trade e Marketing da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul. "É inegável que alguns frigoríficos, por exemplo, os que estão no norte do Tocantins, podem começar a olhar o Porto do Pecém como uma opção para escoar a produção. Hoje, grande parte da carne que é abatida nessa região vai para Santos para ser exportado", apontou o diretor da Maersk.

Já segundo a executiva de contas da Maersk Line, Érika Campelo, o setor que deverá receber o maior impulso é o da fruticultura, que pode ter um incremento de 100% nas estatísticas de exportação e importação. Uma das razões pelo aumento considerável é que as negociações reabriram a possibilidade mercado de frutas com a China, que mantinha um embargo para o Brasil.

"Esse serviço abre muito o potencial para novos negócios, e o mercado de frutas deverá ter um grande impacto, já que teremos reabertura com a China", disse.

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