após destrave

Parte de estrutura será utilizada pela Fraport

Intervenções na área de expansão do terminal de passageiros começaram na manhã de ontem (30)

Segundo uma fonte revelou à reportagem, uma máquina trabalhou na remoção de alguns pilares que não fazem parte do novo projeto, mas boa parte das estruturas deve permanecer ( FOTO: KID JÚNIOR )
01:00 · 01.05.2018

Correndo contra o tempo para entregar a ampliação do Aeroporto de Fortaleza dentro do cronograma previsto, a Fraport, administradora do terminal cearense, iniciou já na manhã de ontem (30) os trabalhos de remoção de parte das estruturas deixadas na antiga reforma e que travavam o planejamento da empresa.

Do estacionamento do terminal era possível ouvir as intervenções no espaço. Conforme apurou a reportagem, tratava-se de uma máquina encarregada de quebrar alguns pilares que não farão parte do novo projeto. Contudo, boa parte da estrutura será aproveitada pela Fraport.

O pontapé inicial foi dado ainda pela manhã e o trabalho seguiu até por volta de 16h30. Questionada sobre mais detalhes acerca das mudanças, a Fraport se limitou a dizer que realmente está, sim, realizando movimentações na área leste para que, posteriormente sejam feitas intervenções no local.

"Estamos realizando movimentações na área leste para que ocorram, o mais breve possível, as intervenções necessárias para o início das obras de expansão do Terminal de Passageiros. No entanto, a Fraport não fará o detalhamento de status do projeto", diz a nota da administradora do terminal cearense.

Impasse resolvido

Na última sexta-feira (27), chegou ao fim o imbróglio envolvendo a Fraport e o consórcio CPM Novo Fortaleza que impedia a liberação da área para que a concessionária do aeroporto seguisse com o cronograma de melhorias. O destrave ocorreu mediante inspeção judicial que contou com a presença de representantes das duas partes, além do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, que comandou as atividades. Também estiveram presentes na inspeção o procurador da República Alessander Sales, representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Secretaria do Turismo de Fortaleza e Ministério Público.

Na sexta, dia da resolução do impasse, Alessander Sales havia informado ao Diário do Nordeste que as estruturas de fundações poderiam ser aproveitadas pela administradora do terminal cearense nas obras de ampliação do equipamento.

Decisão

Ainda de acordo com Alessander Sales, a Fraport ficará responsável pela retirada das estruturas, que serão alocadas em um espaço próximo ao Aeroporto de Fortaleza. Dentro de 60 dias, a responsabilidade pelo material ficará com o consórcio CPM Novo Fortaleza, que ficará encarregado pela retirada e destino das estruturas não utilizadas pela Fraport nas mudanças.

No fim de fevereiro deste ano, a Fraport recebeu o aval da Anac para iniciar as obras no Fortaleza Airport, juntamente com os aeroportos de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul) e Florianópolis, em Santa Catarina. Entretanto, o impedimento por parte da Justiça para demolir as estruturas inacabadas fez com que a Fraport ficasse de mãos atadas.

Estão entre os investimentos previstos para o equipamento cearense, além do terminal de passageiros, adequações nas pistas de pouso e decolagem e de taxiamento, mais três posições remotas para estacionamento de aeronaves (totalizando 17) e mais cinco pontes de embarque (chegando a 12, no total), além de sistemas automatizados de gerenciamento e inspeção de bagagens e cargas.

Concessões

A empresa se esforça para alcançar os demais aeroportos concedidos - em Salvador, Florianópolis e Porto Alegre, cujas obras já foram iniciadas. Na capital gaúcha, na qual a Fraport administra o Aeroporto Internacional Salgado Filho - ou Porto Alegre Airport - foi dada a largada no dia 22 de março.

Até outubro do ano de 2019, o investimento da Fraport no Aeroporto de Porto Alegre contempla reforma e ampliação do terminal de passageiros, construção de novo edifício-garagem e bolsões de estacionamento; totalizando 4,3 mil vagas; construção de nova subestação de energia elétrica; adequação de pistas de taxiamento; adequação do sistema de drenagem e implantação de novas zonas de segurança da pista.

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