em 12 meses

Indústria cearense avança 3,4%; acima da média do NE

Indústria do Ceará teve como destaque os segmentos de fabricação de produtos de metal, com crescimento de 113,1% ante igual período do ano anterior, e a produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (58%)
01:00 · 10.05.2018

Fortaleza/Rio. A atividade industrial do Ceará observada em março representa crescimento de 2,4% na comparação com março de 2017, melhor resultado para o mês nessa base de comparação desde 2010, quando a produção da indústria local havia saltado 11,1%. No ano, o índice acumula alta de 3,3% e, nos últimos 12 meses, de 3,4%, de acordo com dados extraídos da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada ontem (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado na comparação interanual (2,4%) foi o quinto melhor do País, atrás das variações observadas na atividade industrial do Amazonas (24,3%); Pará (10,1%); São Paulo (4%) e Mato Grosso (3,4%). No ano, de janeiro a março, o avanço de 3,3% na produção industrial do Ceará ficou atrás do Amazonas (24,4%); Pará (8,1%); Santa Catarina (5,9%) e São Paulo (5,4%).

Em 12 meses, a variação é a sétima maior do País. Tiveram altas maiores Pará (10,1%); Amazonas (9,7%); Santa Catarina (4,7%); São Paulo (4,6%); Mato Grosso (3,8%) e o estado do Rio de Janeiro (3,6%).

Segmentos

Apesar do resultado positivos, na comparação com fevereiro, a atividade industrial do Estado teve leve queda de 0,2%. Em fevereiro ante janeiro, a produção havia registrado baixa de 0,7%. Dentro da indústria de transformação, o principal destaque na comparação interanual ficou por conta da fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (113,1%) e fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (58,2%). No acumulado de janeiro a março, também ajudou a impulsionar a produção industrial do Ceará a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (89,6%) e fabricação de bebidas, com avanço de 19%.

Brasil

Na média nacional, houve queda de 0,1% em março ante fevereiro, frustrando expectativas do mercado, que esperava aumento de 0,5%. O resultado foi provocado por retração no setor de bens intermediários, que correspondem a 60% da indústria nacional. No primeiro trimestre, porém, a indústria brasileira teve crescimento de 3,1%, ante igual período do ano anterior. Foi o quinto trimestre consecutivo de crescimento.

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