APARTAMENTOS NO ESTADO

Hard Rock Hotel iniciará vendas em 6 de junho; VGV de R$ 700 mi

Em média, o custo das unidades compartilhadas é de R$ 80 mil para duas semanas por ano

O projeto Hard Rock Hotel Fortaleza, na praia da Lagoinha, conta com 227 quartos e 174 unidades residenciais, entre casas e apartamentos. Ao todo, são 47 tipos de habitação
01:00 · 10.05.2018 / atualizado às 09:29 por Hugo Renan do Nascimento - Repórter
O primeiro hotel da rede no Ceará contará com três restaurantes, duas piscinas, 1.322 metros quadrados (m²) de espaço para reuniões, dentre outros equipamentos

A pré-venda de apartamentos e casas do Hard Rock Hotel Fortaleza, na praia da Lagoinha, litoral oeste do Ceará, terá início no dia 6 de junho. De acordo com o CEO da Venture Capital Investimentos (VCI), Samuel Sicchierolli, responsável pela captação do negócio, as unidades compartilhadas custam, em média, a partir de R$ 80 mil.

"Você compra neste valor e o dono tem direito de usar o imóvel por duas semanas por ano. A cota fracionada começa com duas semanas, depois quatro e assim por diante. O cliente também pode usar essas duas semanas em qualquer Hard Rock do mundo. Além disso, você pode juntar até quatro pessoas e comprar uma unidade. Já as casas, em média, têm um valor de R$ 160 mil, também pela cota de duas semanas". Ao todo, são 47 tipos de habitação com valores entre R$ 80 mil e R$ 250 mil, por duas semanas.

Segundo ele, a pré-venda em junho inclui apenas clientes preferenciais de Fortaleza. "No fim de julho abrem as vendas efetivas. Já temos interessados nas unidades. Muitas pessoas entraram em contato com a gente. Temos uma demanda de pessoal de fora do Ceará e isso gera uma expectativa muito grande". Sicchierolli diz ainda que na última terça-feira (8) foi concluído o processo de incorporação que habilita o empreendimento a iniciar as vendas.

O executivo afirma ainda que o Valor Geral de Vendas (VGV) do Hard Rock Hotel gira em torno de R$ 700 milhões. "Nós projetamos também que levaremos entre três e quatro anos para vender todas as unidades do empreendimento". O projeto em Lagoinha prevê 227 quartos e 174 unidades residenciais.

O hotel oferecerá três restaurantes, duas piscinas, 1.322 metros quadrados (m²) de espaço para reuniões e ofertas de marca que incluem o Rock Spa & Salon, o Body Rock e um Rock Shop com as roupas e itens emblemáticos da Hard Rock. A propriedade também terá um edifício de eventos dedicados, cobrindo 1.585 m², que aumentam a capacidade do espaço para reuniões e eventos, um bar especializado na Cobertura do Hotel, um bar do lobby e um programa de atividades e áreas para crianças e adolescentes.

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Sicchierolli diz também que o formato de hospedagem do Hard Rock em Lagoinha não é all inclusive, quando o turista paga um valor da diária e inclui todas as refeições, serviços e bebidas nos bares e restaurantes. "Vamos trabalhar tudo sob demanda. O sistema de all inclusive na verdade não funciona no Brasil porque aqui virou sinônimo de coisa barata".

No Hard Rock os serviços vão funcionar como em um hotel normal. "A diária inclui café da manhã, internet e todas as facilities. O resto do consumo todo será pago pelo cliente". As diárias, segundo ele, devem variar de R$ 800 e R$ 900 nos apartamentos mais em conta.

Andamento

Conforme a equipe de obras do Hard Rock havia programado, as chuvas das últimas semanas não têm atrapalhado o andamento das intervenções. O andamento das obras indica que a estrutura do equipamento já está 65% pronta. As intervenções de alvenaria estão em 42%, estrutura (22%), fachada (5,5%), acabamentos internos (3%) e instalações (1,5%). O hotel deve abrir as portas em 2020.

"Estamos executando a parte de drenagem, escoamento de água da chuva, tubulações de água, esgoto, estrutura das estações de tratamento de água e esgoto e obras complementares na estrutura para adequar ao projeto", afirma.

Segundo o CEO da VCI, essas obras são necessárias para que sejam feitas as alterações na parte interna do prédio. "Ainda vamos iniciar a adequação de restaurantes, área de eventos, pátios. Isso faz parte dos ajustes do projeto anterior para se adequar à marca Hard Rock", acrescenta.

Mobília

De acordo ele, o equipamento deve consumir mais de 42 mil itens, entre colchões, utensílios de cozinha e de restaurante, dos quais 17 mil serão importados para compor a coleção de memorabilias (móveis históricos).

Ele explica que grande parte dos produtos utilizados na mobília do hotel precisam ser fabricados com antecedência. "Eles todos são feitos sob demanda. Nós temos uma área em Fortaleza para armazenar esses produtos e você já tem uma coordenação das compras. Como o volume é grande a gente tem uma programação com as fábricas, além da homologação desses produtos".

Sobre abrir uma segunda unidade do Hard Rock no Ceará, o executivo reforça que não existe esta possibilidade. "É proibida pela rede ter outra operação do Hard Rock no Estado. Existe uma limitação, um raio de proteção para evitar a canibalização", reitera o CEO da VCI.

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