Resultado mais baixo desde 2012

Fortaleza tem segunda maior deflação do NE

Segundo o IBGE, os preços recuaram 0,28% em agosto, depois de terem caído 0,09% no mês de julho

Entre os produtos e serviços que compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a maior retração na Região Metropolitana de Fortaleza ocorreu no preço das passagens aéreas, que recuaram 17,96% ( FOTO: NATINHO RODRIGUES )
01:00 · 07.09.2018

A inflação da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu 0,28% em agosto deste ano, sendo a maior retração mensal na RMF desde janeiro de 2012, quando a nova estrutura dos índices de preços passou a ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quarta deflação mais expressiva entre as 16 regiões metropolitanas pesquisadas e segunda do Nordeste, atrás apenas de São Luís (-0,51%).

No País, foi possível observar quedas maiores - além de São Luís - em Brasília (-0,72%) e Rio de Janeiro (-0,38%). Em agosto, Fortaleza teve sua segunda deflação seguida após apresentar leve queda de 0,09%, de acordo com os dados do IBGE.

No acumulado do ano, a inflação em Fortaleza subiu 1,99%, a 9ª maior entre as regiões pesquisadas, ao lado de Goiás. E no acumulado de 12 meses, a alta é de 2,95%, a 12ª maior do País. "A inflação em Fortaleza está mais amena, especialmente em razão do comportamento mensal, que apresenta dois meses seguidos de deflação e, na base anual, registra a segunda mais baixa do Nordeste e a sétima menor do Brasil", diz o economista Allisson Martins.

Entretanto, o economista ressalta que apesar da "suavização" da inflação geral na RMF, há produtos e serviços cujos preços subiram de forma intensa em 2018, como as hortaliças e verduras, que registraram alta de 15,42%, educação infantil e fundamental (9,26%) e ensino médio (9,22%). "A inflação prejudica o orçamento das famílias, atuando negativamente sobre sua capacidade de consumo, além de reduzir a margem das empresas, devido a elevação de custos", diz Allisson Martins.

Classes de despesas

Das nove classes de despesas analisadas, cinco apresentaram variações negativas na RMF em agosto, contribuindo para a queda da inflação. A maior retração foi no grupo de "Transportes", que registrou queda de 1,37% no mês. Em seguida, aparecem "Habitação" (-0,56%), "Vestuário" (-0,39%), "Alimentação e Bebidas" (-0,23%), e "Comunicação" (-0,04%). Por outro lado, o grupo que registrou o maior avanço no mês foi o de "Educação", com alta de 0,80%, seguido por "Saúde e Cuidados Pessoais" (0,78%), "Artigos de Residência" (0,06%) e "Despesas Pessoais" (0,05%).

Considerando os produtos e serviços que compõem cada grupo, a maior retração ocorreu no preço das passagens aéreas: -17,96%. Em seguida, vêm cebola (-15,45%) e batata-inglesa (-7,73%). Já os maiores aumentos ocorreram na goiaba (10,87%) e na uva (7,76%).

Brasil

No País, o IPCA de agosto apresentou queda de 0,09%, ficando abaixo do resultado de julho (0,33%). No ano, o índice ficou em 2,85%, acima do 1,62% registrado em igual período de 2017. Em 12 meses a inflação ficou em 4,19%, abaixo dos 4,48% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2017, a taxa atingiu 0,19%.

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