A entrada no mundo dos investimentos deve ser precedida pelo conhecimento do orçamento pessoal de forma detalhada, ressalta o especialista em investimentos da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima), Leonardo Sbardelotto. "É preciso fazer um balanço das entradas e saídas do salário e fazer sobrar, no mínimo 20% da renda", define.
> Investimento para a aposentadoria
A partir de então, será possível acumular um fundo de reserva. "Esse dinheiro pode até ficar na poupança. É preciso (acumular) um valor financeiro que corresponda a seis meses de despesas pessoais, como aluguel, comida e transporte. A partir daí, ele pode fazer outros tipos de investimento (além da poupança)", sugere o especialista.
Segundo aconselha o especialista, quando essa reserva já estiver constituída, para enfrentar momentos de crise ou de necessidade, e o hábito de economizar estiver consolidado, o passo seguinte é começar a investir em títulos de renda fixa (aqueles títulos cujo rendimento é conhecido previamente ou que depende de indexadores).
Títulos
Um exemplo disso são os títulos públicos do governo federal. "Ou se ele (o investidor) tem uma renda acima de R$ 5 mil, na previdência privada, para aproveitar benefícios fiscais", sugere.
Quando o investidor conseguir acumular em renda fixa um valor correspondente ao seu salário multiplicado por 10 vezes, já pode buscar aplicações mais complexas, como, por exemplo, Bolsa de Valores.
Exemplo
"Por exemplo, um cara que ganha R$ 5 mil reais por mês e gasta R$ 4 mil para viver, ele precisaria ter R$ 24 mil em um fundo de emergência para o caso de precisar cobrir um acidente de carro, um filho doente ou passar seis meses desempregado. Nesse caso, vai poder procurar um emprego de uma forma muito mais tranquila", salienta Leonardo Sbardelotto.
"Quando ele chegar com o acúmulo patrimonial R$ 50 mil reais, ele já pode fazer um investimento em renda variável, em bolsa, ou até mesmo comprar um terreno", finaliza o especialista em investimentos.