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Currículo específico eleva chance de contratação

01:00 · 30.12.2017
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Trabalhador precisa ter foco profissional e elaborar currículos mais voltados para as vagas a que pretende concorrer ( FOTO: THIAGO GADELHA )

Segundo a supervisora de assessoria de carreira da Catho, Larissa Meiglin, o primeiro passo para aproveitar uma chance de contratação é compreender em que situação profissional o candidato se encontra. A autoavaliação, aponta, é fator essencial. "É preciso entender em que momento da carreira está, para ver se atende o que o mercado pede em qualificação e experiência", orienta a especialista.

Dentre as dicas que ela enumera, uma das principais é construir currículos específicos para as vagas a que o trabalhador quer concorrer. "É importante ter um foco profissional, mesmo que tenha mais de um objetivo. Daí, pode preparar currículos diferentes para falar ao recrutador o que ele procura e encontrar uma vaga específica. Fazer currículo generalista pode fazer perder (a chance) quem se candidata de forma mais focada".

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Larissa reforçou a necessidade de o trabalhador se aperfeiçoar, uma vez que o mercado está a cada dia mais concorrido. "O mercado está competitivo. É importante não estar desatualizado frente a ele. É legal mostrar que está buscando se desenvolver e que não parou no tempo. Pode usar a internet para fazer cursos gratuitos, ou cursos presenciais. Além disso, atividades voluntárias são formas de fazer networking e desenvolver novas habilidades", comentou.

Algo comumente repetido por quem busca emprego é dizer que topa qualquer coisa pela necessidade imediata. Larissa aconselha a rever este conceito, por mais duro que seja, de modo a transformar-se em um candidato realmente valioso aos olhos da empresa.

"As pessoas acabam entrando nessa linha de pensamento, focada no quanto precisam do emprego e não no quanto elas são competentes para aquele emprego. Quanto mais tempo o profissional fica disponível, mais a moral dele fica para baixo. Para que ele volte a acreditar nele mesmo, precisa parar, fazer autoconhecimento, ver o currículo, as atividades já executadas. A primeira pessoa que precisa acreditar nela é ela mesma. Também é importante saber contar exemplos na entrevista. É um super diferencial", recomendou.

Melhora e rumos

Larissa disse crer em 2018 tende a ser um bom ano para o trabalhador brasileiro. "Pela questão das novas oportunidades que a gente vê que estão abrindo, acredito que terá uma crescente, não extremamente otimista, pois temos um longo caminho para trilhar, mas vamos sim seguir na crescente positiva para mudar o quadro que estava ruim, com novas posições abertas", indicou.

E se a sua profissão não estiver na lista das cotadas para bombar no ano que se inicia, a supervisora de assessoria de carreira indica que também é válido fazer uma reflexão sobre si e suas próprias aptidões. Além disso, estar atento ao ambiente externo e às oportunidades que surgirão, para buscar se adaptar às necessidades do mercado.

"É difícil migrar para uma área em que você não tem experiência, mas você consegue transformar o currículo dando mais foco para as experiências que tem, as competências que possui. Esteja atento para saber suas condições reais", enfatizou a supervisora da Catho. 

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