de quatro operadoras

ANS suspende a venda de 14 planos de saúde no Ceará

Em todo o País, a medida, que passa a valer no dia 8, atingiu 12 operadoras e 31 planos médico-hospitalares

A decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é baseada na análise de cerca de 14 mil reclamações de usuários efetuadas ao longo do primeiro trimestre deste ano
01:00 · 05.06.2018

Fortaleza/Brasília. Doze operadoras de saúde suplementar serão proibidas de comercializar 31 planos de saúde a partir de sexta-feira (8), dos quais 14 eram vendidos também no Ceará, de quatro operadoras. Tiveram as vendas suspensas no Estado os planos de saúde oferecidos por quatro operadoras: Unimed Norte/Nordeste, Gamec (Grupo de Assistência Médica Empresarial do Ceará), Lotus Operadora de Planos Odontológicos e Caixa Seguradora Especializada em Saúde. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com base em reclamações recebidas pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento da agência reguladora, durante o primeiro trimestre deste ano.

> Veja a lista de planos de saúde que tiveram a comercialização suspensa

Em nota, a Unimed Norte/Nordeste ressaltou que a decisão não altera o atendimento aos clientes "e que a decisão da ANS se restringe apenas a alguns produtos que, em caráter provisório, deixarão de ser comercializados". Segundo dados de março, da ANS, a Unimed Norte/Nordeste tem, no Ceará, 12.427 beneficiários, o que configura uma queda de 2,73% em relação ao número de fevereiro deste ano.

A reportagem do Diário do Nordeste entrou em contato com a Gamec e com a Caixa Seguradora, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. A Lotus Operadora de Planos Odontológicos também foi procurada, mas a equipe sequer conseguiu contato com a empresa.

Conforme a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foram analisadas cerca de 14 mil reclamações no período, a maioria (39,53%) por causa de questões gerenciais, como autorização prévia, franquia, coparticipação etc.

A ANS diz ainda que também houve grande número de problemas relacionados ao rol de procedimentos e coberturas (15,85%) e prazos máximos para atendimento (15,04%).

Os planos atendem a 115,9 mil beneficiários, que não são afetados pela medida, uma vez que os planos são obrigados a manter a assistência aos clientes. A decisão da ANS proíbe apenas a venda para novos clientes.

A suspensão é temporária e pode ser revertida se as operadoras comprovarem melhoria no atendimento nesses planos. Trinta e três planos de saúde suplementar de 16 operadoras, que haviam sido suspensos anteriormente, por exemplo, serão reativados a partir de sexta-feira.

Balanço

Segundo a ANS, os 115,9 mil beneficiários de planos "continuam a ter assistência regular a que têm direito, mas as operadoras de saúde só poderão voltar a vender esses planos para novos contratantes se comprovarem melhoria no atendimento". Das cerca de 14 mil reclamações efetuadas, 97% foram resolvidas com mediação feita pela ANS.

A diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Coelho, explica que o objetivo do monitoramento é estimular as operadoras a qualificarem o atendimento. "As operadoras têm se esforçado para se manter nas melhores faixas de classificação. Isso mostra que o programa tem atingido seu objetivo, já que o monitoramento da garantia de atendimento é um mecanismo que visa dar uma oportunidade para que as empresas revejam seus fluxos de atendimento e o próprio fluxo operacional", diz.

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