SINE/IDT EM 2016

65,9 mil trabalhadores foram inseridos no mercado do Ceará

O número representa avanço de 2,39% (ou 1.541 intermediações) a mais na comparação com o ano de 2015

00:00 · 05.01.2017 por Ingrid Coelho - Repórter
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No ano passado, a taxa de aproveitamento das vagas, segundo o Sine/IDT, foi de 75,87%, ante aproveitamento de 65,93% em 2015

Em um ano no qual o desemprego no Estado e no País registrou os maiores patamares das séries históricas, 65.947 inserções no mercado de trabalho cearense foram realizadas por meio do Sistema Nacional de Emprego/Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT). O número de 2016 representa um avanço de 2,39% (1.541 inserções a mais) em relação ao ano de 2015, quando o órgão foi responsável por 64.406 inserções.

O desempenho positivo se deu diante de um cenário de redução de vagas no Estado. Conforme balanço do Sine/IDT, foram captadas no último ano 86.921 vagas, 10.761 a menos que em 2015, quando este número chegou a 97.682. Para o assessor da presidência do Sine/IDT, Antenor Tenório, os dois resultados deste ano revelam que houve melhor aproveitamento das vagas, que de acordo com ele, foi "consequência de uma série de estratégias internas".

Em 2016, a taxa de aproveitamento das vagas, segundo o Sine/IDT, foi de 75,87%. Ou seja, a cada 100 vagas, 75 foram preenchidas. Em 2015, apesar da maior oferta de postos de trabalho, a taxa foi 10 pontos percentuais menor: 65,93%.

Tenório avalia que, nos outros anos, as vagas chegavam com mais facilidade até o órgão para então haver o encaminhamento, realidade que mudou em 2016. "Foi preciso montar estratégias para captar as vagas, participando de eventos, contatando e visitando empresas, tudo na intenção de fazer essa aproximação", explica.

Setores

A maior participação em captação de vagas no ano de 2016 foi do setor de Serviços, com fatia de 38,44% do total. Em seguida, vem a Indústria, com 27%. Ocupando a terceira e quarta posições, respectivamente, estão os setores do Comércio (15,85%) e da Construção Civil (9,94%). A Agricultura ou Agronegócio, cuja participação na captação de vagas foi de 8,76%, foi o setor que obteve o maior destaque em 2016, de acordo com Tenório. "A agricultura foi o setor com o maior salto, enquanto todos os outros apresentaram retração", ressalta o assessor da presidência do Sine/IDT. Quanto ao comércio, ele explica que houve contribuição das vagas dos shoppings inaugurados em 2016.

Perfil

Segundo Tenório, 75% dos inseridos no mercado por meio do Sine/IDT está entre nível fundamental completo e superior. Além disso, aproximadamente 52% do total é formado por um público masculino, enquanto 48% são mulheres. "Predominam as pessoas entre 18 e 40 anos de idade e a maior concentração de vagas é na Região Metropolitana de Fortaleza, responsável por 75% dos empregos formais do Estado do Ceará".

Demanda maior

Conforme os dados do balanço do Sine/IDT, as ocupações mais demandadas no setor de Serviços são para teleoperador e assistente administrativo. Na Indústria, auxiliar de linha de produção e confeccionador de calçados de couro foram as áreas com maior procura. No Comércio, operador de caixa e vendedor interno; na Construção civil, servente de obras e pedreiro e na Agricultura, as ocupações mais demandadas em 2016 foram para trabalhador rural e auxiliar de linha de produção.

2017

Para este ano, Tenório espera que o Agronegócio continue sendo destaque entre os setores. "O Agronegócio deve continuar a se destacar neste ano, isso se a seca cessar, porque ela pode prejudicar o desempenho do setor", analisa o assessor. Apesar de não ter ainda projeções oficiais para este ano, ele avalia positivamente a possibilidade um "resultado semelhante ao trabalho desenvolvido pelo Sine em 2016 para este ano de 2017".

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