Hotéis e pousadas

Queda de 30% nas hospedagens

01:00 · 01.06.2018

A greve dos caminhoneiros, iniciada no último dia 21 de maio, impactou diversos setores da economia cearense, inclusive, o do turismo.

A expectativa média de 70% de ocupação em pousadas e hotéis econômicos (de pequeno porte) para este feriado de Corpus Christi - já abaixo do desejado - em Fortaleza chegou a algo em torno de 40%, estima o presidente da Associação dos Meios de Hospedagem e Turismo do Ceará (AMHT), Aldemir Leite.

"Foi muito fraca a procura de hospedagem neste feriado. Somando as pessoas que fizeram reservas com antecedência e iriam vir à Cidade mas que não vieram, junto às outras que desistiram de fazer reserva, perdemos algo em torno de 30% nas hospedagens. Foram muitos cancelamentos".

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Cancelamentos

Ainda conforme o presidente da AMHT, sites de reservas de hotéis como o Booking.Com, Expedia.Com.Br e Hotel Urbano orientaram empresários do setor a não cobrarem pelos cancelamentos, tendo em vista a crise de desabastecimento no País, cujas diversas vias foram bloqueadas. "Existe uma política de cancelamentos, mas estes sites pediram para que não cobrássemos multas e não cobramos. Até porque foi um problema extra e os clientes não têm culpa".

Além do cancelamento de voos em grandes aeroportos, como os de Brasília e de Guarulhos (SP), dada a falta de combustíveis, aponta a insegurança de chegar à Cidade em meio ao caos como entraves para atrair hóspedes.

Conforme o Diário do Nordeste publicou na edição de 25 de maio, a Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor) prevê a chegada de 50 mil turistas na Cidade, entre os dias 30 de maio e 2 de junho. A movimentação, projeta a pasta, deve gerar um impacto de R$ 126 milhões.

Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE), Eliseu Barros já esperava uma queda na taxa da ocupação hoteleira em todo o Estado. Mesmo sem que houvesse deflagração de greve. "Em 2017, era de 62% e neste ano nós estamos trabalhando com uma taxa em torno de 50%".

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