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Perdas com manifestação já atingem R$ 75 bilhões

01:00 · 31.05.2018

São Paulo. Apesar de mais desmobilizada, a greve dos caminhoneiros continua ampliando os prejuízos da indústria, do comércio e da agricultura do País. Dados divulgados por 13 segmentos da economia indicam perdas de mais de R$ 75 bilhões com fábricas paradas, exportações suspensas, vendas adiadas e animais mortos, entre outros.

No grupo de setores com maiores perdas estão o de distribuição de combustível, que deixou de vender o equivalente a R$ 11 bilhões, e o químico, com perda de faturamento de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 9,5 bilhões). A pecuária de corte deixou de movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.

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Produtores de aves e suínos contabilizam R$ 3 bilhões em prejuízos, incluindo a morte de 70 milhões de aves e de 20 milhões de suínos, a maior parte por falta de ração. Mesmo após o fim da greve, a recuperação vai demorar a ocorrer. "O tempo que o produtor deve levar para se reestruturar é de seis meses a um ano", calcula o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula perdas de US$ 1 bilhão só com exportações que não foram concretizadas. Segundo a entidade, 45% das 660 mil empresas do País estão paradas por falta de matéria-prima ou pela dificuldade de enviar os produtos.

Ociosos

Vários setores não calcularam prejuízos, mas o balanço de suas atividades dá a dimensão do estrago resultante da greve. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, metade dos 300 mil funcionários das empresas do setor está ociosa em razão do desabastecimento de matérias-primas.

A indústria automobilística, que mantém a maioria das 40 fábricas de diversas marcas paralisadas desde sexta, já deixou de produzir 38 mil veículos.

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