Imóveis: vendidos 84% dos lançamentos

O volume de vendas do mercado imobiliário em Fortaleza e na RMF registrou alta de 203,2% desde janeiro de 2006

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
24 de Setembro de 2014 - 00:00
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Legenda: Os maiores volumes de vendas de imóveis em Fortaleza foram registrados nos bairros Aldeota, Parque Dois Irmãos e Messejana
Foto: Arquivo

Entre janeiro de 2006 e agosto deste ano, o setor imobiliário na Capital e na Região Metropolitana (RMF) lançou 615 empreendimentos residenciais e comerciais, movimentando cerca de R$ 19,9 bilhões em negócios. Do total lançado no período, 84% foram comercializados, restando apenas 16% em estoque. Os dados fazem parte do levantamento divulgado, ontem, pela empresa de soluções e pesquisas imobiliárias Geoimovel, na Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE).

O levantamento identificou que o volume de vendas do mercado imobiliário em Fortaleza e RMF também alcançou números positivos, neste período, ao registrar crescimento de 203,2%, passando de R$ 974 milhões, em 2006, para R$ 2.954 bilhões, no ano passado. Enquanto isso, a média do Valor Geral de Venda (VGV) ficou em R$ 2,6 bilhões por ano, sendo vendido cerca de R$ 2,3 bilhões.

Para Marcos Novaes, presidente da Coopercon-CE, os números divulgados pela Geoimovel têm como intuito ajudar empresas cooperadas a identificar cenários e tendências mercadológicas, para tomada de decisões mais assertivas e estratégias. "É muito importante que o mercado imobiliário cearense trabalhe com base em informações e pesquisas. Até o momento, o que observamos são dados positivos que revelam um equilíbrio de oferta e mercado", analisa Novaes.

Unidades lançadas

Conforme o estudo, de um total de 79.864 unidades lançadas, entre 2006 e agosto deste ano, 70.630 foram vendidas, ficando 9.234 em estoque com alta liquidez. Além disso, até 2010 eram lançadas 6 mil unidades por ano. A partir de 2010, o novo patamar de lançamentos ficou em 11 mil imóveis por ano.

Por outro lado, passado o "boom" imobiliário dos anos de 2010 e 2011, a oferta de imóveis em Fortaleza e RMF vem sendo reduzida nos últimos anos. De acordo com dados do levantamento, em 2010, eram ofertados 13.640 unidades. Já no ano passado, esse número caiu para 11.573 imóveis e até agosto deste ano o número de unidades era de apenas 4.488.

Apesar da queda, o presidente da Coopercon-CE garante que o que ocorre é apenas um ajuste após a expansão no setor imobiliário verificado nos anos anteriores. De acordo com ele, o crescimento da renda da população e a maior facilidade de crédito para financiar a casa própria aqueceram significativamente o mercado imobiliário. Atualmente, o mercado continua crescendo, mas em um ritmo mais lento.

"Neste ano, o número de lançamentos na Capital e RMF deve cair cerca de 5% em relação ao ano anterior. Porém, isso não significa uma queda para o setor em geral, que deve fechar o ano com o mesmo percentual de crescimento e se manter estável".

Tipos de imóveis

O estudo revela também que os empreendimentos verticalizados são a maioria, representando 72% do total de imóveis localizados na Capital e na Região Metropolitana. O restante, fica entre 13% lotes, 8% horizontais e 7% comerciais office. Além disso, 84% das residências verticalizadas lançadas nos últimos anos estão em Fortaleza, restando apenas 16% para RMF.

Capital e RMF terão 56 novos empreendimentos

Pelo menos 56 novos empreendimentos residenciais e comerciais deverão ser lançados em Fortaleza e Região Metropolitana nos próximos três anos. Deste total, 49 imóveis estão localizados somente na Capital cearense. Por conta disso, bairros nobres da cidade, como Meireles, Cocó, Aldeota e Guararapes continuam em evidência para futuros lançamentos do setor imobiliário cearense.

De acordo com a pesquisa da Geoimovel, apresentada pela Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE), o Coco será o bairro com maior número de lançamentos, com 8 empreendimentos e 839 unidades, representando 16% do total. Em seguida, aparecem os bairros Aldeota e Meireles, que devem receber 7 e 6 imóveis, respectivamente. Enquanto isso, Guararapes e Joaquim Távora ficam com 3 novos empreendimentos cada.

Ainda na lista do Top 10 dos lançamentos previsto para a Capital cearense nos próximos três anos estão os bairros Alvaro Weyne (2), Dionisio Torres (2), Engenheiro Luciano Cavalcante (2) e Água Fria (1). Além disso, outras 13 localidades devem receber novos empreendimentos.

Para Aline Borbalan, gerente de inteligência de mercado da Geoimovel, apesar do crescimento de outras cidades como Eusébio e Aquiraz, a maior concentração de imóveis deve continuar nos bairros da Capital nos próximos anos. "O mercado da Região Metropolitana de Fortaleza está bem melhor que em relação a outras partes do País. A tendência é que os novos imóveis comecem a migrar para a região Sul do Estado", avalia.

Distribuição

Os empreendimentos residenciais verticalizados continuam sendo a maioria dos lançamentos, com 43 dos 56 estimados para os próximos anos. O restante é dividido entre comercial office (6), loteamentos (4) e residenciais horizontais (3). "Ao todo, estima-se que sejam ofertados 2.978 unidades na Capital e Região Metropolitana", acrescenta Aline Borbalan.

Tíquete médio

Conforme o levantamento divulgado ontem, 79% dos lançamentos possuem tíquete médio entre R$ 170 mil a R$ 500 mil, com absorção de 90%. Neste período, foram lançados 19.182 unidades com custo de até R$ 170 mil, com comercialização de 18.477. Enquanto isso, os empreendimento com valor entre R$ 171 mil e R$ 350 mil representaram 14.828 das unidades vendidas. O custo dos demais imóveis, classificados como médio, médio alto e alto, custava entre R$ 351 mil e R$ 1 milhão.

Imóveis comerciais

Em quase nove anos, foram lançados 21 projetos comerciais office, sendo 20 somente em Fortaleza, totalizando 5,4 mil conjuntos. Além disso, neste período, o Valor Geral de Venda (VGV) ficou estimado em R$ 1,3 bilhões, com absorção de 91% dos imóveis lançados. "Aqui (Fortaleza/RMF) é um mercado com uma alta liquidez. O estoque hoje é de apenas 16% com tempo médio de venda de um ano. Por isso, analisamos que os índices são saudáveis tanto em lançamentos quanto em absorção de vendas", avalia Aline.

Raíssa Hilgenberg
Repórter

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