Negócios

Homens estão mais sujeitos a fraudes

O Nordeste apresentou o terceiro maior número de tentativa de roubos de identidade, em setembro deste ano

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
24 de Outubro de 2014 - 01:00
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Legenda: Mais de dois terços do número de alertas de tentativas de fraude emitidos (68%) foram direcionados a pessoas do sexo masculino
Foto: Foto: érika fonseca

No Brasil, em setembro último, foram registradas 176.137 tentativas de fraudes, segundo indicador da empresa de consultoria Serasa Experian. O número representa uma tentativa de roubo de identidade para fins ilícitos, como a obtenção de crédito sem a intenção de honrar pagamentos, a cada 14,7 segundos.

De acordo com os dados levantados pela empresa, o perfil dos brasileiros com maior propensão a sofrer tentativa deste tipo de fraude, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica, são os homens com idade entre 25 e 59 anos, renda de até dois salários mínimos (classe D) e moradores da região Sudeste do País. A pesquisa levou em conta uma amostra de 2 milhões de consultas a crédito realizadas entre janeiro e junho deste ano.

Conforme Marcelo Kekligian, presidente da unidade de negócios de Decision Analytics da Serasa Experian, "muitas dessas tentativas de fraudes são cometidas por homens presencialmente, por isso os fraudadores preferem utilizar documentos de pessoas do sexo masculino". Mais de dois terços do número de alertas de tentativas de fraude emitidos, 68%, foram direcionadas à pessoas do sexo masculino, enquanto os 32% restante tiveram como foco as mulheres.

Nordeste

A região Nordeste apresentou o terceiro maior número de ocorrências no País, com 28.181 incidentes relatados, o que corresponde a 16% do total de tentativas. O principal alvo, no entanto, foi o Sudeste, com cerca de 48,1% , seguido pela região Sul, que correspondeu a 19,2%.

O Centro-Oeste foi a região que apresentou o maior índice de ataques voltados a homens, com 71,4%. Já relativo à idade das vítimas, a faixa etária entre 25 e 59 anos representou mais da metade dos registros. Para Kekligian, "a predominância dessa idade entre as vítimas se justifica por se tratar de uma faixa da população que é mais ativa em concessão de crédito". Logo em seguida vem os idosos, pessoas com 60 ou mais, que sofreram 36,5% do total de tentativas na divisão por idade.

O levantamento também mostrou que 35,1% das tentativas de fraude tiveram como alvo indivíduos da classe D, seguidos pela classe C, com renda de dois a cinco salários mínimos, com 21%, e a classe A, pessoas que ganham um valor mensal acima de 10 salários mínimos, que sofreu 18,1% do total. A classe E é a menos atingida (9%). "As pessoas da classe D estão na mira dos fraudadores pois têm tido mais acesso ao crédito, mas ainda são novatos. Já os indivíduos das classes A e B estão cada vez mais cuidadosos", completa.

Procon orienta

Para evitar os ataques e se proteger ainda mais contra os golpes, geralmente efetuados após o consumidor realizar o preenchimento de dados pessoais em sites de reputação duvidosa, a coordenadora geral do Procon Fortaleza, Cláudia Santos, recomenda a fiscalização constante dos próprios gastos.

"O mais importante é o consumidor estar sempre atento às suas faturas do cartão de crédito, porque o golpista pode realizar as compras sem que o dono perceba. Até porque essas pessoas que aplicam as fraudes estão se aperfeiçoando cada vez mais", afirmou a Coordenadora Geral do Procon.

O Procon recomenda, aos consumidores, a procura por sistemas de segurança reconhecidos, dando preferência aos sites mais conhecidos. É importante desconfiar de descontos e promoções com preços muito abaixo da média e evitar realizar compras em diversos sites, o que pode acabar levando o comprador à uma armadilha.

Cancelamento

"Em caso de fraude, o consumidor deve solicitar o cancelamento do cartão junto à administradora, contestar a cobrança por escrito e persistindo a cobrança, registar uma reclamação no Procon", explicou Cláudia.

A coordenadora geral ainda afirma que, "se o consumidor realmente não for o responsável pela compra, a empresa do cartão tem que arcar com os gastos, até porque eles tem a obrigação de disponibilizar um serviço com segurança e qualidade. Eles precisam se atualizar, assim como tem feito aqueles que aplicam os golpes", ressalta.

gfgf