Governo piora projeção de déficit para R$ 129 bilhões

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
08 de Abril de 2017 - 00:00

Brasília. A meta fiscal para 2018 será um déficit primário de R$ 129 bilhões para o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), informou nessa sexta-feira (7), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A meta foi revisada, de um número anterior de déficit de R$ 79 bilhões.

Leia mais

.Salário mínimo deverá ser de R$ 979 em 2018

Será o quinto ano em que a União fecha com as contas no vermelho gastando mais do que arrecada. No caso do setor público consolidado, que inclui Estados, municípios e estatais, a meta é de déficit de R$ 131,3 bilhões para o ano que vem. Ambos os valores equivalem a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em 2019, o governo central deve ter novo déficit segundo as projeções do governo, desta vez de R$ 65,0 bilhões. Só em 2020 é que o resultado primário voltará ao azul, com superávit esperado de R$ 10 bilhões.

Estados e municípios

Conforme Meirelles, os Estados e municípios e suas estatais devem ter superávit de R$ 1,2 bilhão em 2018. Em 2019, o resultado deve ser positivo em R$ 4,7 bilhões, enquanto em 2020, de R$ 16,6 bilhões. "De fato nós temos uma previsão de superávit, exatamente devido à recuperação da arrecadação dos Estados com a recuperação econômica", explicou Meirelles. As estatais federais, por sua vez, devem ter déficit de R$ 3,5 bilhões em 2018, outro déficit de R$ 3,5 bilhões em 2019 e mais um resultado negativo de R$ 3,4 bilhões em 2020, estima o governo.

IRPF

O ministro da Fazenda disse que não há previsão de correção da tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) para 2018. "Não temos previsão de atualização da tabela do imposto de renda para 2018, isso é uma coisa que, se for feita, pode ser feita a qualquer momento", disse.

Mudanças na Previdência

Um dia depois de o presidente Michel Temer ter autorizado flexibilizações na reforma da Previdência, o ministro da Fazenda disse, na sexta, que o governo não estuda medidas para compensar a redução da economia prevista com a proposta original. "Algumas mudanças estão dentro do espaço possível segundo as nossas previsões. Portanto, não temos neste momento nenhuma visão de medidas ou propostas compensatórias", disse Meirelles ao ser questionado sobre o assunto.