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Estado tem 329 mil pessoas fora da força de trabalho

01:00 · 18.05.2018
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Essa parcela da população está fora da força de trabalho por não conseguir emprego dequado ou não ter experiência, por exemplo ( FOTO: RAFAEL NEDDERMEYER )

Fortaleza/Rio. O Ceará tinha, no primeiro trimestre deste ano, 329 mil pessoas fora da força de trabalho por não conseguir emprego adequado, não ter experiência, ser muito jovem ou muito idoso ou não encontrou trabalho na localidade em que residia - e que, se tivesse conseguido, estaria disponível para assumir a vaga. De acordo com a definição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), todas essas pessoas se encaixam no contingente de desalentados. No Ceará, esse total corresponde a 11,7% da população do Nordeste.

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O contingente de desalentados faz parte da força de trabalho potencial. No Nordeste, a maior quantidade de pessoas nessa situação encontravam-se na Bahia (805 mil) e no Maranhão (430 mil). A taxa de desalento no Ceará ficou em 7,2%. A maior foi encontrada em Alagoas (17%).

Segundo o IBGE, 60,6% (2,8 milhões de pessoas) do contingente de desalentados são do Nordeste. O Brasil tinha 4,6 milhões de pessoas desalentadas no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a uma taxa de desalento de 4 1% da força de trabalho ampliada.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nessa quinta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tanto o contingente quanto a taxa registraram os recordes da série histórica da Pnad Contínua iniciada em 2012.

Crescimento de 195%

Os dados sobre a subutilização da força de trabalho, divulgados na Pnad Contínua mostram que a situação do mercado de trabalho não é favorável, disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

"Alguns indicadores mostram avanço, outros mostram que o mercado de trabalho continua em situação delicada", afirmou Azeredo, citando que, nos últimos trimestres, houve queda tanto do número de desocupados quanto do contingente de pessoas ocupadas. "Por isso, é fundamental a divulgação da subutilização", disse Azeredo.

Mais cedo, o IBGE informou que a taxa de subutilização da força de trabalho atingiu seu nível recorde no primeiro trimestre, com 24,7%. São 27,7 milhões de pessoas nessa situação.

Em quatro anos, do primeiro trimestre de 2014, ano do auge do mercado de trabalho, até o primeiro trimestre deste ano, a população subutilizada cresceu 73%, ou 11,7 milhões de pessoas a mais nesse grupo.

O destaque foi o crescimento da população desalentada (pessoas que estão aptas a trabalhar, mas desistiram de procurar ocupação por falta de oportunidades ou qualificação), que avançou 194,9% na mesma comparação de quatro anos.

Conforme o IBGE, das 11,7 milhões de pessoas que ingressaram na população subutilizada, 3 milhões entraram para a população desalentada - ou seja, o desalento responde por 26,2% do aumento.

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