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Angola Cables avalia investimento no Cipp

Empresa, que está implantando um data center em Fortaleza, estuda como estender atuação para o Pecém

Escrito por
Ingrid Coelho - Repórter producaodiario@svm.com.br
Legenda: Acompanhados pelo secretário de Desenvolvimento do Estado, César Ribeiro, representantes da Angola Cables visitaram, ontem, o Pecém

Com 70% da primeira fase de seu data center (centro de armazenamento e processamento de dados), localizado na Praia do Futuro, já vendida, a Angola Cables já estuda uma inserção no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). Ontem (23), a empresa de telecomunicações visitou a área a convite do Governo do Estado e confirmou o interesse em estar presente no local com uma estrutura física para atender às empresas que compõem o Complexo.

O CEO da multinacional no Brasil, Rafael Pistono, destaca que "o Cipp está em franca expansão e que, diante desse contexto, a Angola Cables pode se estabelecer no local, se tornando mais um serviço de importância ímpar ao desenvolvimento do Complexo Portuário".

Ele frisa que, para a Angola Cables, o convite do governo foi uma grande surpresa e que, agora, a empresa tem como "dever de casa" pensar em como pode "estender o braço até o Pecém". "A gente tem agora que pensar em como isso pode ser concebido", ressalta Pistono.

Ele avalia ainda que no País ainda há mercado muito carente dos serviços prestados pela empresa, sobretudo Norte e Nordeste, regiões que, ao mesmo tempo, segundo ele, possuem um enorme potencial.

"Apenas 0,9% dos data centers no mundo estão no Brasil, então há uma carência muito grande. Norte e Nordeste anseiam por um desenvolvimento digital", acrescenta Pistono.

Data center

O CEO da Angola Cables também comemora a venda de boa parte da primeira fase do data center da empresa, localizado na Praia do Futuro. "Nós já temos os clientes para essa primeira fase de um total de quatro fases. Há muito para fazer, ainda há muito para ampliar", disse, descartando a possibilidade de essa entrada no Cipp ser com um segundo data center. O empreendimento na Praia do Futuro deve ficar pronto no início de 2018.

Competitividade

Para o titular da Secretaria de Desenvolvimento do Estado (SDE), César Ribeiro, a ideia é que a Angola Cables se instale no Cipp com uma base de manutenção de cabos de fibra ótica e uma base do data center no Cipp. "Isso é importante para que tenhamos uma situação extremamente competitiva. As linhas de conectividade seriam transparentes e inúmeras empresas que vem se instalar aqui estão atentas a essa questão da inovação, da tecnologia. As empresas internacionais precisam dessa transmissão eficaz e rápida", destaca.

A iniciativa surgiu durante a visita da comitiva cearense à África para o lançamento do cabo South Atlantic Cable System (Sacs), no início do mês. O cabo submarino deve chegar a Fortaleza em fevereiro de 2018. Ao todo, os investimentos da Angola Cables na Capital cearense totalizam US$ 300 milhões.

Segundo César Ribeiro, essa articulação também será feita com a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice).

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