Seu Jorge é condenado a pagar R$ 500 mil por uso indevido de música

O cantor foi condenado pela Justiça por utilizar trechos da canção "Ai que saudades da Amélia", de Mário Lago, na música "Mania de peitão", lançada em 2004

Legenda: Seu Jorge foi condenado por usar sem autorização duas estrofes do samba "Ai Que Saudades da Amélia", com letra de Mário Lago
Foto: Foto: Reprodução/Instagram

O cantor Seu Jorge foi condenado a pagar mais de R$ 500 mil à família de Mário Lago devido ao uso indevido da canção “Ai Que Saudades da Amélia”. A decisão foi tomada na última terça-feira (30), pela 29ª Vara Cível do Rio de Janeiro, depois de 12 anos que o processo foi aberto.

Em 2004, Seu Jorge usou sem autorização duas estrofes do samba, com letra de Mário Lago e música de Ataulfo Alves, em sua música "Mania de Peitão", do álbum Cru.

Ao ouvir a música pela primeira vez, há 11 anos, Mário Lago Filho, o Mariozinho Lago, se indignou com o fato de estar lá uma parte considerável da canção de seu pai. Um processo foi aberto. "Ninguém foi consultado para isso", diz a advogada da família, Deborah Sztajnberg.

Processo

A decisão da Justiça é em primeira instância, o que dá possibilidade de recursos por parte da defesa de Seu Jorge.

O cantor, ao se defender, disse que quis fazer uma homenagem aos autores da música, mas ao ter sido lançada por uma produtora francesa, em 2004, o produtor responsável, por ser estrangeiro, não se atentou para incluir os nomes de Mário Lago e Ataulfo Alves.

No depoimento, o cantor disse também que, após uma ligação de um dos filhos de Lago, as editoras acertaram o repasse de 50% dos direitos relativos a canção. E, após o ocorrido, as demais prensagens do álbum passaram a ser editadas com a música "Mania de peitão" sem a citação da música "Ai que saudades de Amélia".

O que a família contestou é que o acordo de pagamento foi feito, porém houve um lapso temporal, que mediou entre 2004 e 2006 (ano da transação) em que não houve pagamentos.

Os herdeiros vivos de Mário Lago são três. Seu filho mais velho, Luiz Carlos Lago, morreu em 2010, durante a tramitação do processo.