Sempre renovada, Rádio Verdes Mares comemora 64 anos nesta quinta-feira (16)

Líder de audiência na frequência AM no Ceará, a Verdinha marca sua história pela atuação, com credibilidade, nas áreas de jornalismo, entretenimento e esporte

Legenda: Aos 71 anos, Maria Zuila das Chagas se sente próxima de todos os apresentadores e gosta de ouvir as notícias e as músicas que curtia na juventude
Foto: Kid Junior

Chegar aos 64 anos já seria motivo grandioso para celebração, entretanto, a Rádio Verdes Mares, ou simplesmente a Verdinha, como é conhecida mais popularmente pelos ouvintes cearenses, consegue alcançar tal número se posicionando entre a tradição e a renovação pela modernidade.

Se hoje se intitula como “A rádio do seu coração”, foram anos de consolidação para continuar sendo sinônimo da mistura entre vertentes do jornalismo, seja o factual, de esportes ou de entretenimento.

“A Verdinha é um símbolo para os cearenses, uma rádio engajadora, envolvente e portanto de extrema utilidade para o nosso Estado como um todo. Já são 64 anos, nesse aniversário, fazendo história”, afirma Ruy do Ceará, superintendente do Sistema Verdes Mares, do qual a emissora Verdes Mares AM 810 faz parte. 

História reconhecida, sobretudo, pelo objetivo de informar com credibilidade. “É importante ressaltar a linha de radiojornalismo muito forte da Verdinha na programação”, explica Ildefonso Rodrigues, diretor da emissora.

Exatamente por isso, a data de aniversário comemorada nesta quinta-feira (16) pode ser definida para além de mais um ano de existência: configura oportunidade de exaltar a importância do veículo no contexto da comunicação do Ceará

“Não é por menos que hoje temos o radiojornal mais antigo do Brasil em atividade, o Rádio Notícias, veiculado em todos esses 64 anos. É uma tradição de horário, na faixa das 6h30 às 7h (de segunda-feira a sábado), e isso mostra a importância do jornalismo, desse conteúdo para quem nos escuta”, comenta o diretor ao citar a atração, comandada por Tom Barros e Daniella de Lavor ,como referência de formato. 

Responsável pelo Rádio Notícias há quase 30 anos, Tom Barros faz questão de ressaltar o “bem querer” por fazê-lo, além de destacar como a mudança ao longo dos anos foi capaz de acentuar cada vez mais a força do trabalho realizado. 
“Eu entendo atualmente a característica de serviço do rádio. Estamos, na programação inteira, dando informações sobre as vivências de agora, por exemplo. Por isso, essa proximidade com o ouvinte e a relevância do que veiculamos se mantém até os dias atuais”, afirma. 

Colaboradores
Assim como Tom Barros, que já acumula mais de 40 anos no Sistema Verdes Mares, a Verdinha também é composta diversos jornalistas e colaboradores. Hoje, os apresentadores são alguns dos responsáveis por manter o status de proximidade entre a rádio e o ouvinte, levando em consideração o legado destes 64 anos. 

Daniella de Lavor, por exemplo, chegou à Verdinha há cerca de um ano e não esquece de ressaltar o fato de lidar com algo sempre sonhado por ela: a mistura entre o jornalismo e a música. Além do Rádio Notícias, empresta sua voz ao Conexão Verdinha, veiculado aos sábados, das 5h às 9h. Tempo suficiente para ela reforçar a relação com quem escuta o que ela produz.

“A fidelidade do ouvinte é diferente, e eu tenho me encantado cada vez mais pela Verdinha. É uma referência mantida por nós no País inteiro. Costumo dizer, inclusive, que este é um divisor de águas na minha carreira”, relata Daniella.

Legenda: Adriana das Chagas, 41 anos, herdou a paixão pela rádio da mãe. A rotina das duas é sempre na companhia do aparelho e dos locutores
Foto: Kid Junior

Com essa relação tão próxima, Daniella já é lembrada por ouvintes como Maria Zuila das Chagas, de 71 anos, moradora do bairro Mucuripe, em Fortaleza. Ela é exemplo da afirmação da apresentadora e mostra como a relação de proximidade com a programação é um dos pontos altos da Verdinha.

“Eu nunca paro, fico escutando todo tempo mesmo”, comenta ela. “Ouço sempre aquelas músicas antigas que gosto muito. O brega, o forró, que eu escutava na minha juventude, já cheguei até a chorar falando disso para minha filha. Escuto a Dani, o Tom, o Paulo Oliveira. Geralmente, me levanto 4h40, faço meu café, tomo banho, vou para a rede e já ligo o aparelho”, diz, com intimidade, ao recordar que já ouvia a Verdinha quando ainda morava no município de Fortim, local onde nasceu. 

A filha também acabou adotando o hábito. Adriana das Chagas, 41, cresceu presenciando esses momentos dentro de casa. “É legal vê-la nisso, perceber o amor dela por tudo isso, pelas pessoas. Só desliga quando passam músicas que ela não curte tanto”, brinca. 

Para Tom Barros, é esse o caráter excepcional de manter o contato direto por meio da programação diária. “Muitas vezes, o próprio ouvinte é uma fonte de informações. Já estive no ar, ao vivo, e recebi dicas por mensagem, por telefone. Nós fazemos o rádio juntos”, reitera.

Esporte
Assim como o factual e o entretenimento impõem importância, a Verdinha tem outra marca: a cobertura esportiva. Hoje, com as atualizações aos meios digitais e outras ferramentas, a rádio continua sendo canal para os torcedores cearenses e tendo presença garantida em meio às discussões sobre as mais diversas modalidades de esportes no Ceará.

Antero Neto, também jornalista e apresentador do Sistema Verdes Mares, é o nome forte nesse quesito. Após ter entrado no quadro de colaboradores em 2006, como narrador, ele passou a desempenhar funções diversas na programação, tornando-se umas das vozes mais importantes em transmissões de futebol. Com 14 anos de experiência, ele conta, muita coisa mudou e a tecnologia chegou para ficar de vez.
“Hoje, podemos dizer que somos multimídia. A gente apresenta programa, faz transmissão para pessoas que querem assistir, ouvir, que desejam interagir”, explica Antero. Segundo ele, essas plataformas transformam o “fazer jornalístico”.

“Continuamos nossa marca na AM 810, mas você tem a possibilidade de ter a rádio na palma da mão pelo nosso novo aplicativo, ver pelo Facebook, Instagram ou o Youtube. Enfim, é uma rádio completa”.

De acordo com o diretor da Rádio Verdes Mares, Ildefonso Rodrigues, isso tudo justifica a importância tanto do esporte quanto do novo momento da Verdinha. “Temos um tempo excepcional dedicado à esse tipo de cobertura na nossa grade e isso também nos dá uma cara mais dinâmica, com uma diversidade enorme”. Ele explica a constância dessas novidades e como elas podem seguir por bastante tempo. “É claro que estamos vivendo um processo de digitalização. Recentemente, tivemos uma mudança no nosso aplicativo digital e pensamos muito na parte dos podcasts, outra novidade. Tudo com o intuito de consolidar mais ainda tudo que é realizado por aqui”, finaliza ao lembrar do compromisso de continuar o longo caminho.