Selton Mello diz que 'Nos Tempos do Imperador' vai iluminar os pensamentos sobre o Brasil

O folhetim, que ainda traz Mariana Ximenes e Alexandre Nero no elenco, marca o retorno de Mello às novelas após 20 anos longe delas.

Dom Pedro II ( Selton Mello ) em ‘Nos Tempos do Imperador’
Legenda: Dom Pedro II (Selton Mello) em ‘Nos Tempos do Imperador’

Na coleção de dezenas de papéis que interpretou ao longo de sua carreira, Selton Mello, 47, já foi terapeuta, nordestino pobre e até palhaço. Mas agora, na história de Alessandro Marson e Thereza Falcão, ele será D. Pedro 2º, o imperador querido pelo povo, que trabalha pelo progresso do Brasil e para ampliar os horizontes da população.

Trata-se da trama de "Nos Tempos do Imperador", nova novela da faixa das 18h da Globo, que teve sua estreia adiada pela pandemia do novo coronavírus e dará continuidade a história de "Novo Mundo" (2017), que teve os mesmos autores e está sendo reprisada atualmente.

O folhetim, que ainda traz Mariana Ximenes e Alexandre Nero no elenco, marca o retorno de Mello às novelas após 20 anos longe delas. O último papel do ator foi como Abelardo, em "Força de um Desejo", em 2000.

"Voltar às novelas 20 anos depois, dando vida a um personagem mitológico de nossa história, sempre me dá insônia e medo. Mas tudo isso é combustível para ir além", conta o ator. "Volto para a casa com o brilho nos olhos do menino que fez 'Corpo a Corpo' na Globo, em 1985. Este retorno tem me emocionado diariamente".

Mello viverá o personagem em diferentes fases, desde o fim de sua juventude até os momentos próximos a sua morte, passando por uma caracterização feita em detalhes que acompanha cada um desses períodos de sua vida. Quanto à construção interna, Mello diz que assistir a Caio Castro e Letícia Colin como D. Predo 1º e Maria Leopoldina, em "Novo Mundo", foi essencial.

"Acho que o público vai se encantar com a trama, com as escolhas dos autores e da direção, e se impressionará com as semelhanças estruturais de nosso país, mesmo tendo passado mais de 150 anos", adianta Mello.

"Infelizmente muitas coisas ainda persistem no comportamento estrutural do país. Sem spoiler, deixo que o público assista e se reconheça. Muito do legado do reinado de Dom Pedro 2º -as coisas boas, digo- ficaram. E muitas coisas ruins persistem até os dias de hoje. Esta é uma novela que vai emocionar, entreter e iluminar os pensamentos".